Setor de serviços dos EUA perde força com queda recorde em novas encomendas
Dados estão pressionados por preços elevados da energia devido a guerra liderada pelos EUA contra o Irã

A expansão do setor de serviços dos Estados Unidos desacelerou pelo segundo mês consecutivo em abril, puxada pelo crescimento do volume de novas encomendas.
O dado teve a maior queda em três anos e níveis altos de pressões sobre os custos de insumos devido aos preços elevados da energia com a guerra liderada pelos EUA contra o Irã, segundo uma pesquisa do setor divulgada nesta terça-feira (5).
O Índice de Gerentes de Compras não-manufatureiro do Instituto de Gestão de Fornecimento caiu para 53,6 no mês passado, de 54,0 em março.
Economistas consultados pela Reuters previam o índice em 53,7. Uma leitura acima de 50 indica expansão no setor de serviços, responsável por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA.
A medida de atividade de negócios da pesquisa na verdade subiu 2 pontos, para 55,9, mas outros componentes foram mais fracos.
O índice de novos pedidos caiu para 53,5, de uma máxima em três anos de 60,6 em março, com a queda de 7,1 pontos sendo a maior desde março de 2023.
As pressões sobre os custos também não diminuíram, já que o índice de preços pagos ficou inalterado em 70,7, igualando-se a um nível visto pela última vez em outubro de 2022, quando a inflação pós-pandemia estava apenas começando a diminuir.
A guerra do Irã não apenas elevou os preços da energia - os preços dos combustíveis medidos pela AAA estão em seu nível mais alto desde o verão de 2022 - como também causou problemas na cadeia de oferta que estão aumentando os prazos de entrega.
O índice de entrega do ISM, que aumenta à medida que os prazos de entrega se alongam, subiu de 56,2 em março para 56,8 - o maior valor desde julho de 2022.
O nível de emprego também permaneceu negativo, mantendo-se abaixo da marca de 50 pelo segundo mês consecutivo, com 48,0 em abril, contra 45,2 no mês anterior.


