Setor público e privado defendem investimentos em infraestrutura resiliente

Setores concordaram com a necessidade de debater o tema durante o CNN Talks "COP30 – Resiliência Climática: Regulação e Financiamento"

Gabriel Garcia, da CNN, Brasília
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Autoridades defenderam a necessidade de investir no fortalecimento da resiliência das infraestruturas nacionais como forma de prevenir danos maiores em eventos climáticos extremos, como as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.

As declarações foram dadas no CNN Talks "COP30 – Resiliência Climática: Regulação e Financiamento". O evento foi realizado nesta terça-feira (8), em parceria com a Agência iNFRA.

Representando a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), o diretor-geral da agência, Guilherme Sampaio, destacou que o tema precisa ser tratado como prioridade imediata.

“É urgente discutir esse tema não como algo do futuro, mas do passado, já que devemos enfrentar essa situação. Com políticas tarifárias e de modelagem bem direcionadas, podemos promover uma verdadeira transformação”, afirmou.

Miguel Setas, CEO da Motiva, também defendeu uma abordagem preventiva e antecipatória por parte do poder público e da sociedade.

“Temos que trabalhar na agenda de adaptação. A sociedade civil precisa adotar uma postura preventiva e investir antes que os eventos climáticos extremos ocorram, para reduzir e minimizar os impactos das mudanças climáticas”, disse.

Para Vander Costa, presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), o setor privado tem um papel central na adoção de medidas resilientes, em razão da eficiência na gestão dos contratos.

“O setor privado é mais ágil e eficiente em tomar atitudes resilientes, justamente pela gestão contratual. Ele sabe que prevenir é mais barato do que consertar”, afirmou.

A diretora da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), Flávia Takafashi, destacou a necessidade da criação de incentivos regulatórios para os investimentos em infraestrutura verde.

“Temos visto como utilizar os métodos regulatórios para investir na adaptação das infraestruturas. O mundo inteiro tem visto esse debate” , disse.

A COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima) será realizada em novembro, em Belém (PA).

Sob liderança da diplomacia brasileira, a expectativa é de que a COP impulsione as negociações sobre financiamento climático, transição energética, preservação da Amazônia e cumprimento das metas do Acordo de Paris.

Um time da CNN, incluindo âncoras, analistas e repórteres, estará na capital paraense.

A CNN terá um QG próprio no local, o casarão da Casa COP30, em área nobre de Belém. O espaço prevê hospitalidade sob medida para networking, produção de conteúdo e experiências, como entrevistas, brunches, jantares e happy hours exclusivos.

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