Setor químico estima custo adicional de US$ 66 milhões com novo tarifaço

Entidade afirmou que os grupos mais afetados de produtos pelas tarifas são tintas, vernizes ⁠e lacas; fibras têxteis ​sintéticas; e sabões, detergentes e produtos de perfumaria

Alberto Alerigi Jr., da Reuters, em São Paulo
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A Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química) afirmou na quinta-feira (16) ​que a imposição de novas tarifas ​de importação contra produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos deve gerar um incremento potencial de custos de US$ 66 milhões ao setor até o final do ano.

A entidade afirmou que os grupos mais afetados de produtos pelas tarifas do governo de Donald Trump são tintas, vernizes ⁠e lacas; fibras têxteis ​sintéticas; e sabões, detergentes e produtos de perfumaria, "praticamente sem ​produtos contemplados pelas isenções e, portanto, sujeitos a uma sobretaxa próxima ⁠de 25%".

Além desses, a Abiquim ⁠cita como segmentos impactados: químicos orgânicos e resinas e ​elastômeros, ‌com químicos inorgânicos e defensivos agrícolas tendendo a sofrer menos efeitos, "em ⁠razão da elevada participação de produtos incluídos na lista de isenções".

Nas contas da associação, embora apenas 42% dos códigos tarifários (SH6) do universo químico exportado ‌aos ⁠EUA tenham sido ‌isentados da tarifa adicional de 25%, "esses códigos concentram parcela significativa do valor exportado".

A Abiquim afirmou que dos 1.177 códigos SH6, 493 ficaram ⁠isentos da sobretaxa, enquanto 684 códigos (58%) ⁠estão sujeitos à nova tarifa de Trump.

"Isso significa que, embora a maior parte do ‌valor exportado esteja concentrada em poucos produtos beneficiados pelas isenções, a sobretaxa continua incidindo sobre a maioria dos itens da pauta exportadora do setor químico", afirmou a entidade no comunicado.

Em termos de valor ‌exportado, as isenções abrangem entre 64% e 71% das vendas brasileiras aos EUA, concentradas em poucos produtos de grandes volumes vendidos ⁠ao país, como alumina calcinada, silício, hidróxido de alumínio e óxido de nióbio.

A Abiquim calcula que os EUA tiveram um superávit comercial do ​setor químico com o Brasil de mais de US$ 9 bilhões no ano ​passado.

Para a entidade, a medida "não encontra justificativa na relação comercial entre os dois países e tampouco contribui para ampliar a competitividade da indústria norte-americana".

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