Silveira se reúne com ONS para avaliar causas do apagão
Estados mais afetados pelo apagão foram São Paulo (2,6 GW), seguido de Minas Gerais (1,2 GW), Rio de Janeiro (900 MW) e Paraná (900 MW)

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, se reuniu com representantes do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) para avaliar as causas do apagão registrado nesta terça-feira (14).
Segundo o MME (Ministério de Minas e Energia), a ocorrência teve início após um incêndio em um reator da Subestação de Bateias, no Paraná, o que provocou o desligamento da instalação de 500 kV e a desconexão entre as regiões Sul e Sudeste/Centro-Oeste, configurando uma contingência severa.
Os estados mais afetados foram São Paulo (2,6 GW), seguido de Minas Gerais (1,2 GW), Rio de Janeiro (900 MW) e Paraná (900 MW).
De acordo com o ONS, às 0h32 houve uma perturbação de grande porte no SIN (Sistema Interligado Nacional), com desligamento controlado de cerca de 10 GW de carga — medida adotada para evitar o agravamento da interrupção e minimizar os impactos aos consumidores.
O ministério informou que a recomposição das cargas foi conduzida de forma controlada desde os primeiros minutos do evento.
“Em menos de uma hora, o fornecimento nas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste foi integralmente restabelecido, alcançando mais de 90% do sistema. A Região Sul, onde se originou a interrupção, teve normalização total por volta de 2h, tempo inferior ao registrado em eventos semelhantes anteriores ", disse o ministério em nota.
Durante a reunião com o ONS, foi apresentada uma análise inicial das causas, que servirá de base para a elaboração do RAP (Relatório de Análise de Perturbação), documento técnico que identifica as causas, os pontos de melhoria e as ações necessárias das empresas do setor para evitar novas ocorrências.
De forma preliminar, as autoridades concluíram que o evento não ocorreu por falta de energia, mas por uma falha técnica pontual em um equipamento da subestação, em um momento de abundância de geração no sistema.
O ONS deverá concluir o RAP em até 30 dias.


