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    Situação do mercado de trabalho chinês é “complexa e grave”, diz primeiro-ministro

    Li Keqiang instruiu todos os níveis de governo a priorizar medidas para aumentar os empregos e manter a estabilidade

    Pessoas leem cartaz de anúncio de emprego em Qingdao, China
    Pessoas leem cartaz de anúncio de emprego em Qingdao, China 08/04/2020. China Daily via REUTERS

    Laura Hedo CNN Business em Hong Kong

    Um dos principais líderes da China pintou uma imagem sombria do mercado de trabalho no país mais populoso do mundo, à medida que bloqueios generalizados contra a Covid-19 freiam a economia.

    O primeiro-ministro chinês Li Keqiang — o número 2 na hierarquia do Partido Comunista da China — chamou a situação do emprego de “complexa e grave”.

    Em comunicado no último sábado (7), ele instruiu todos os níveis de governo a priorizar medidas para aumentar os empregos e manter a estabilidade.

    Essas medidas incluem ajudar as pequenas empresas a sobreviver, apoiar a economia da internet, fornecer incentivos para motivar pequenos negócios e conceder benefícios de desemprego a trabalhadores demitidos.

    “Estabilizar o emprego é fundamental para a subsistência das pessoas e é o principal suporte para que a economia funcione dentro de um intervalo razoável”, disse Li.

    Suas declarações ocorrem em um momento em que a taxa de desemprego no país atingiu a maior taxa em quase dois anos, segundo dados do governo.

    A cada ano, a China precisa adicionar milhões de novos empregos para manter a economia funcionando. O governo estabeleceu a meta de criar pelo menos 11 milhões de empregos nas cidades em 2022.

    Mas Li disse em março que espera que a economia possa gerar mais de 13 milhões este ano, citando a necessidade de acomodar universitários recém-graduados e trabalhadores migrantes rurais.

    Li, que cuida da gestão econômica na China, fez repetidos apelos para estabilizar o emprego nas últimas semanas, e seus comentários neste fim de semana são um forte lembrete do custo das restrições à Covid na China.

    À medida que a variante Ômicron altamente transmissível se espalha rapidamente na China, o país está lutando contra seu pior surto em mais de dois anos.

    Até agora, pelo menos 31 cidades chinesas estão sob bloqueio total ou parcial, o que pode afetar até 214 milhões de habitantes em todo o país, de acordo com o último cálculo da CNN.

    Mais de dois anos após o início da pandemia, o presidente Ji Xinping está intensificando sua rigorosa política de Covid-zero, mesmo enquanto o resto do mundo tenta aprender a conviver com o vírus. A conduta envolve testes em massa obrigatórios e bloqueios rigorosos.

    Xi disse na última quinta-feira que a China puniria qualquer um que questionasse essas políticas.

    Os bloqueios trouxeram a segunda maior economia do mundo “perto do ponto de ruptura”, de acordo com um relatório recente de analistas do Société Générale.

    Em abril, o gigantesco setor de serviços da China contraiu no segundo ritmo mais acentuado já registrado, com os bloqueios da Covid-19 atingindo fortemente as pequenas empresas.

    Seu setor manufatureiro também encolheu acentuadamente.

    Os dados mais recentes do governo mostram que o desemprego atingiu uma alta de 21 meses em março, e isso foi antes da China estender o bloqueio no centro financeiro de Xangai e impor restrições rígidas em Pequim.

    A taxa de desemprego em 31 grandes cidades chegou a atingir um recorde em março.

    O enorme setor de tecnologia do país também está enfrentando uma crise de empregos sem precedentes.

    A indústria, outrora livre, foi por muito tempo a principal fonte de empregos bem pagos na China, mas as principais empresas agora estão reduzindo o tamanho em uma escala nunca vista antes, à medida que o governo continua sua repressão à iniciativa privada.

    O principal regulador de internet do país disse no mês passado que o setor não tinha essa crise, mas o assunto ainda está sendo amplamente discutido nas mídias sociais chinesas.

    Outros setores, desde o imobiliário até o educacional, também sofreram perdas acentuadas de empregos nos últimos meses.

    Pequim está ciente das dificuldades econômicas e particularmente preocupada com o risco de desemprego em massa, que abalaria a legitimidade do Partido Comunista.

    No início do mês passado, Hu Chunhua, vice-primeiro-ministro da China, pediu “esforços totais” para estabilizar o emprego.

    Em 28 de abril, o Politburo do Partido Comunista prometeu implementar “medidas significativas” para apoiar a economia da internet e sugeriu aliviar a repressão de um ano ao setor de tecnologia.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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