"Só no Brasil isso vira crise", diz Rui Costa sobre incentivos estatais à indústria

Na cerimônia, presidente Lula assinou decreto que estabelece margens de preferência para fornecedores nacionais em compras do governo

Daniel Rittner, da CNN, Brasília
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O ministro da Casa Civil, Rui Costa, defendeu nesta segunda-feira (22) o uso das compras governamentais e de exigências de conteúdo nacional como estímulos para a reindustrialização do país.

"Só no Brasil isso vira crise e é tratado de forma pejorativa", afirmou Rui Costa, ao discursar na solenidade de lançamento da nova política industrial brasileira.

Na cerimônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou decreto que institui a Comissão Interministerial para Contratações Públicas em Desenvolvimento Sustentável e estabelece margens de preferência para fornecedores nacionais em compras do governo.

Outro decreto assinado nesta segunda-feira define segmentos que serão contemplados com exigências de conteúdo local nas obras do Novo PAC. O acompanhamento ocorrerá por meio da Comissão Internacional de Inovações e Aquisições do programa de infraestrutura.

"[O PAC] não é só um conglomerado de obras", disse o ministro da Casa Civil, acrescentando a necessidade de "participação do Estado brasileiro em diversas cadeias produtivas".

Rui Costa lembrou o crescimento da China nas últimas décadas, além de outros países, com o uso de incentivos do Estado no desenvolvimento da indústria e de cadeias produtivas.

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