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Starmer diz que Reino Unido não pode ignorar China

Declaração acontece em meio a críticas de Donald Trump à China

Reuters
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O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou nesta sexta-feira (30) que seria insensato o país não se engajar com a China, rejeitando uma declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que seria perigoso fazer negócios com Pequim.

Starmer é o mais recente líder ocidental a visitar a China em busca de proteção econômica e geopolítica contra a imprevisibilidade de Trump, o que irritou o líder norte-americano. Na semana passada, Trump ameaçou impor tarifas ao Canadá depois que o primeiro-ministro Mark Carney fechou acordos econômicos com a China.

As três horas de conversa entre Starmer e o presidente Xi Jinping na quinta-feira (29) resultaram em um acordo para a China reduzir as tarifas sobre o uísque britânico e flexibilizar as regras de visto. O Reino Unido também viu um progresso no acesso ao mercado para o setor de serviços profissionais.

"Seria imprudente simplesmente dizer que vamos ignorar a China", declarou Starmer à BBC em entrevista em Xangai, destacando a recente visita do presidente da França, Emmanuel Macron, ao país asiático e uma viagem planejada pelo chanceler alemão Friedrich Merz.

"O fato de o Reino Unido ser o único país a se recusar a participar não seria do nosso interesse nacional", apontou.

Em Washington, respondendo a perguntas sobre laços mais estreitos entre o Reino Unido e a China, Trump disse que "é muito perigoso para eles fazerem isso". O presidente não deu mais detalhes.

Starmer afirmou que a relação entre o Reino Unido e os EUA é muito próxima e que Washington foi informado sobre a visita.

O próprio Trump planeja viajar para a China em abril.

O Ministério das Relações Exteriores da China não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários sobre a declaração de Trump.

O governo trabalhista de centro-esquerda de Starmer tem tido dificuldades para cumprir as promessas de impulsionar o crescimento desde que assumiu o poder, em julho de 2024, e fez da melhoria das relações com a segunda maior economia do mundo uma prioridade.

"Esta visita foi um verdadeiro sucesso, particularmente na abertura do mercado", destacou ele à BBC no último dia da visita ao país.

"Temos uma delegação empresarial composta por 60 líderes, e basta passar cinco minutos com eles para perceber a diferença que isso fará para a nossa economia", ressaltou.

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