Tarcísio: Juro alto reflete governo gastador e Brasil perde oportunidades

Em evento na capital paulista, governador disse que país está na "direção errada", mas que "a gente coloca na certa rapidinho"

Danilo Moliterno, da CNN Brasil, São Paulo
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse em evento na capital paulista nesta quarta-feira (26) que os juros altos no Brasil são resultado dos gastos do governo federal e afirmou que o Brasil está "perdendo oportunidades" na economia.

"O Brasil tem dois grandes riscos [fiscal e segurança pública]. O primeiro é o fiscal, que é o mais fácil de resolver, porque sabemos quais alavacas acionar. Só me lamento pelas oportunidades que o Brasil está perdendo", disse.

"Quem está satisfeito com a taxa de juro alta? Isso é o reflexo de um governo gastador. Para recuperar o orçamento, vamos ter de rever benefícios tributários, desvincular despesas", completou em evento do UBS WM.

A desvinculação de despesas às receitas foi a principal "tecla" em que Tarcísio bateu. O governador afirmou que sem essa revisão o Brasil chegará a 2030 "discutindo 3% o Orçamento".

Na sequência, Tarcísio afirmou que Brasil está na "direção errada". E completou: "Mas é fácil acertar. A gente coloca na direção correta rapidinho".

Após a fala — no evento da UBS WM — o governador foi questionado pela mediação sobre a possibilidade de disputar o Palácio do Planalto nas próximas eleições. O

Tarcísio se esquivou, mencionou outros governadores de direita e afirmou que não faz questão de ser "protagonista" em 2026.
"Este campo [da direita] vai apresentar um projeto para o Brasil, com um pilar liberal, que privilegie o trabalho, a emancipação, o empreendedorismo. Essa turma vai se organizar, apresentar o projeto e ganhar no ano que vem. A gente vai se livrar do PT", disse.

"Cada um tem um papel, uma missão. Quero cumprir bem a minha missão e fazer parte do time, não importa a posição em que eu jogar. Não preciso ser protagonista [...] eu não quero deixar esse país, do PT, para os meus filhos e netos" completou.

Visita a Bolsonaro

Perto do encerramento de sua participação, o governador disse que pretende visitar Jair Bolsonaro (PL) e apelou pela possibilidade de prisão domiciliar ao ex-presidente.

"Converso com o Flávio [Bolsonaro], com a família, falei com o Carlos [Bolsonaro] recentemente. Passei 17 anos da minha vida nas Forças Armadas, e no Exército, você aprende a cuidar da tropa. Tenho um laço com o presidente Bolsonaro que não prescreve", disse.

"Pretendi visitá-lo, até para transmitir uma boa palavra. Estou vendo uma pessoa que está sofrendo as consequências de um atentado [a facada na campanha de 2018], com vômitos, soluços. Outros presidentes tiveram a prisão domiciliar e ele não pode ter?", apelou.

Em maio deste ano, Fernando Collor de Mello foi tranferido para o regime domiciliar, após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitar pedido de sua defesa, que alegou questões de saúde do ex-presidente de 75 anos.

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