Tarcísio: Juro alto reflete governo gastador e Brasil perde oportunidades
Em evento na capital paulista, governador disse que país está na "direção errada", mas que "a gente coloca na certa rapidinho"
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse em evento na capital paulista nesta quarta-feira (26) que os juros altos no Brasil são resultado dos gastos do governo federal e afirmou que o Brasil está "perdendo oportunidades" na economia.
"O Brasil tem dois grandes riscos [fiscal e segurança pública]. O primeiro é o fiscal, que é o mais fácil de resolver, porque sabemos quais alavacas acionar. Só me lamento pelas oportunidades que o Brasil está perdendo", disse.
"Quem está satisfeito com a taxa de juro alta? Isso é o reflexo de um governo gastador. Para recuperar o orçamento, vamos ter de rever benefícios tributários, desvincular despesas", completou em evento do UBS WM.
A desvinculação de despesas às receitas foi a principal "tecla" em que Tarcísio bateu. O governador afirmou que sem essa revisão o Brasil chegará a 2030 "discutindo 3% o Orçamento".
Na sequência, Tarcísio afirmou que Brasil está na "direção errada". E completou: "Mas é fácil acertar. A gente coloca na direção correta rapidinho".
Após a fala — no evento da UBS WM — o governador foi questionado pela mediação sobre a possibilidade de disputar o Palácio do Planalto nas próximas eleições. O
Tarcísio se esquivou, mencionou outros governadores de direita e afirmou que não faz questão de ser "protagonista" em 2026.
"Este campo [da direita] vai apresentar um projeto para o Brasil, com um pilar liberal, que privilegie o trabalho, a emancipação, o empreendedorismo. Essa turma vai se organizar, apresentar o projeto e ganhar no ano que vem. A gente vai se livrar do PT", disse.
"Cada um tem um papel, uma missão. Quero cumprir bem a minha missão e fazer parte do time, não importa a posição em que eu jogar. Não preciso ser protagonista [...] eu não quero deixar esse país, do PT, para os meus filhos e netos" completou.
Visita a Bolsonaro
Perto do encerramento de sua participação, o governador disse que pretende visitar Jair Bolsonaro (PL) e apelou pela possibilidade de prisão domiciliar ao ex-presidente.
"Converso com o Flávio [Bolsonaro], com a família, falei com o Carlos [Bolsonaro] recentemente. Passei 17 anos da minha vida nas Forças Armadas, e no Exército, você aprende a cuidar da tropa. Tenho um laço com o presidente Bolsonaro que não prescreve", disse.
"Pretendi visitá-lo, até para transmitir uma boa palavra. Estou vendo uma pessoa que está sofrendo as consequências de um atentado [a facada na campanha de 2018], com vômitos, soluços. Outros presidentes tiveram a prisão domiciliar e ele não pode ter?", apelou.
Em maio deste ano, Fernando Collor de Mello foi tranferido para o regime domiciliar, após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitar pedido de sua defesa, que alegou questões de saúde do ex-presidente de 75 anos.


