Terminal na mira de operação receberia meio bilhão em investimento
Operação de órgãos de segurança mira aquisição e movimentação no PAR50, no Porto de Paranaguá

A operação de órgãos de segurança deflagrada na manhã desta quinta-feira (28), que investiga fraudes no setor de combustíveis, investiga a aquisição do terminal portuário PAR50, do Porto de Paranaguá (PR).
A operação dos órgãos de segurança investiga fundos de investimentos envolvidos na aquisição do terminal.
O PAR50 tem cerca de 85 mil m² e capacidade para armazenar 70 mil m³ de combustíveis e outros granéis líquidos — o equivalente a 28 piscinas olímpicas.
No ano passado, a empresa de armazenagem que administra o terminal anunciou planos ambiciosos para expandir a movimentação do terminal. A promessa era de investir R$ 572 milhões para triplicar a capacidade de escoamento de líquidos pelo terminal, passando para 205 mil m³.
Em nota à CNN, a companhia em questão disse que o investimento "tem como objetivo exclusivo a modernização, a segurança e a ampliação da infraestrutura do terminal, de acordo com o previsto no contrato de arrendamento, em conformidade com todas as exigências legais e ambientais".
A empresa ainda afirma que "jamais movimentou qualquer carga de combustíveis, incluindo metanol, no Terminal PAR50, no Porto de Paranaguá". "Desde que assumiu a administração do terminal, em abril de 2024, a empresa ainda não realizou nenhuma operação, inclusive, seus tanques permanecem vazios e nenhum tipo de produto foi movimentado até o presente momento", indicou.
"A ordem de serviço, que é emitida pela Autoridade Portuária e é indispensável para o início das operações, só foi expedida em junho de 2025. Até então, o terminal não estava apto a operar, o que tornaria tecnicamente impossível qualquer movimentação de cargas nesse período", completou.
Veja abaixo a nota completa:
A companhia esclarece que jamais movimentou qualquer carga de combustíveis, incluindo metanol, no Terminal PAR50, no Porto de Paranaguá. Desde que assumiu a administração do terminal, em abril de 2024, a empresa ainda não realizou nenhuma operação, inclusive, seus tanques permanecem vazios e nenhum tipo de produto foi movimentado até o presente momento.
A ordem de serviço, que é emitida pela Autoridade Portuária e é indispensável para o início das operações, só foi expedida em junho de 2025. Até então, o terminal não estava apto a operar, o que tornaria tecnicamente impossível qualquer movimentação de cargas nesse período.
É importante ressaltar que o licenciamento concedido pelo órgão ambiental IAT, não contempla a movimentação de metanol, limitando-se apenas a diesel, biodiesel e etanol;
Essas informações podem ser facilmente comprovadas:
- Pelas guias de importação, que não registram qualquer operação realizada pela empresa;
- Pelas estatísticas oficiais disponíveis no site da Portos do Paraná;
- Pelo ofício expedido pela Autoridade Portuária (PROTOCOLO nº: 24.368.330-0) em 6 de agosto de 2025 no qual solicita explicações pela ausência de movimentação junto ao terminal da empresa, o que comprova de forma inequívoca e incontroversa, que até o presente momento, não há qualquer movimentação de produtos no PAR 50, área arrendada cujo arrendatário é a companhia;
Além disso, destaca que:
- Todas as operações portuárias são controladas e fiscalizadas pela ANTAQ, Receita Federal, Portos do Paraná e demais autoridades competentes;
O investimento de R$ 572 milhões anunciado pela empresa tem como objetivo exclusivo a modernização, a segurança e a ampliação da infraestrutura do terminal, de acordo com o previsto no contrato de arrendamento, em conformidade com todas as exigências legais e ambientais.
A companhia é por definição um terminal portuário destinado ao armazenamento de líquidos em tanques fixos, ela não realiza transporte de mercadorias ou tampouco formula combustíveis.
A empresa atua com absoluta transparência e está à disposição das autoridades para cooperar com as investigações, prestando todos os esclarecimentos necessários, em coerência com seu compromisso com a legalidade, a segurança e o desenvolvimento do Porto de Paranaguá.


