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TFFF: Brasil espera investimentos de diversos países durante a COP30

Segundo fontes do governo ouvidas pela CNN, Alemanha, Noruega, Reino Unido, França, Estados Unidos e Emirados Árabes devem anunciar contribuições ao fundo

Gabriel Garcia, da CNN Brasil
Amazonia
Amazônia, Brasil - Florestas tropicais são cruciais para regular clima global.  • Arquivo CNN Brasil
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O governo federal espera que “diversos países” anunciem aportes no TFFF (Fundo Florestas Tropicais para Sempre) durante a COP30, que será realizada em novembro, em Belém.

O TFFF é um novo modelo de financiamento climático proposto pelo governo brasileiro, em que países que preservam florestas tropicais serão recompensados financeiramente por meio de um fundo global de investimento.

A proposta busca substituir o atual modelo baseado em doações, marcado por falta de previsibilidade, restrições orçamentárias e mudanças políticas nos países doadores. Na prática, o Brasil, o Congo e a Indonésia seriam os principais beneficiados.

A ideia é repassar aos países cerca de US$ 4 por hectare de floresta preservada.

Nos bastidores, o governo brasileiro tem se referido ao TFFF como um “Fundo Amazônia em escala global”.

A ideia é que 20% do fundo seja composto por aportes diretos de países e o restante por meio da emissão de títulos (bonds) no mercado internacional.

Até o momento, o único aporte oficial no fundo, que será administrado pelo Banco Mundial, é do próprio Brasil, que anunciou investimento de US$ 1 bilhão. O governo espera, contudo, que novos aportes sejam divulgados durante a conferência.

Segundo fontes do governo ouvidas pela CNN, Alemanha, Noruega, Reino Unido, França, Estados Unidos e Emirados Árabes devem anunciar contribuições ao fundo.

O TFFF pretende captar cerca de US$ 100 bilhões por meio da emissão de debêntures no mercado.

O capital será aplicado em uma carteira diversificada de ativos de renda fixa de longo prazo, gerida por administradores internacionais selecionados por meio de concorrência.

Os rendimentos dessa carteira serão usados em etapas: primeiro, para pagar a dívida principal; depois, os juros aos investidores; e, por fim, para financiar os pagamentos aos países participantes com base nos resultados de preservação florestal.

Países que não cumprirem os requisitos de preservação serão penalizados, com redução ou suspensão do repasse de recursos.

A punição será equivalente a 100 vezes o valor que seria recebido - ou US$ 400 por hectare desmatado

Sistemas de monitoramento por satélite serão responsáveis por verificar o desmatamento.

 

 

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