TFFF já tem 50% do previsto para 2026, diz Haddad
Brasil, (US$ 1 bilhão), Noruega, (US$ 3 bilhões), Indonésia, (US$ 1 bilhão), e Portugal, (US$ 1 milhão) já anunciaram aportes ao novo fundo
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (6) que o TFFF (Fundo Florestas Tropicais para Sempre) já alcançou 50% da meta de captação estabelecida pelo governo. A previsão é chegar a US$ 10 bilhões em aportes até 2026, ano em que se encerra a presidência brasileira da COP.
Brasil, (US$ 1 bilhão), Noruega, (US$ 3 bilhões), Indonésia, (US$ 1 bilhão), e Portugal, (US$ 1 milhão) já anunciaram aportes ao novo fundo.
“Esperávamos no primeiro ano, de lançamento da proposta, para chegar a US$ 10 bilhões até transferirmos a presidência para outro país, mas acredito que talvez isso aconteça antes do previsto”, disse o ministro.
Segundo o ministro, Alemanha, China, Holanda e Emirados Árabes Unidos também devem apoiar o projeto.
O TFFF é um novo modelo de financiamento climático proposto pelo governo brasileiro, em que países que preservam florestas tropicais serão recompensados financeiramente por meio de um fundo global de investimento.
A proposta busca substituir o atual modelo baseado em doações, marcado por falta de previsibilidade, restrições orçamentárias e mudanças políticas nos países doadores. Na prática, o Brasil, o Congo e a Indonésia seriam os principais beneficiados.
A ideia é repassar aos países cerca de US$ 4 por hectare de floresta preservada.
Nos bastidores, o governo brasileiro tem se referido ao TFFF como um “Fundo Amazônia em escala global”.
A ideia é que 20% do fundo seja composto por aportes diretos de países e o restante por meio da emissão de títulos (bonds) no mercado internacional.
O fundo será administrado pelo Banco Mundial. O TFFF pretende captar cerca de US$ 100 bilhões por meio da emissão de debêntures no mercado.
O capital será aplicado em uma carteira diversificada de ativos de renda fixa de longo prazo, gerida por administradores internacionais selecionados por meio de concorrência.
Os rendimentos dessa carteira serão usados em etapas: primeiro, para pagar a dívida principal; depois, os juros aos investidores; e, por fim, para financiar os pagamentos aos países participantes com base nos resultados de preservação florestal.
Países que não cumprirem os requisitos de preservação serão penalizados, com redução ou suspensão do repasse de recursos.
A punição será equivalente a 100 vezes o valor que seria recebido - ou US$ 400 por hectare desmatado.
Sistemas de monitoramento por satélite serão responsáveis por verificar o desmatamento.


