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Trabalhamos para redução da alíquota de tarifas para todos, diz Alckmin

Vice-presidente classificou taxa imposta pelos EUA como “totalmente injustificável” e lembrou que oito produtos exportados ao país norte-americano não pagam imposto de importação do Brasil

Cristiane Noberto e Taísa Medeiros, Brasília
Vice-presidente, Geraldo Alckmin
Vice-presidente, Geraldo Alckmin  • 10/12/2024 REUTERS/Adriano Machado
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O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Comércio e Indústria, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (29) que o governo trabalha para garantir a redução tarifária para todos os setores afetados pelas novas alíquotas de 50% sobre exportações brasileiras para os Estados Unidos, que passam a valer a partir de 1º de agosto.

“Não tem justificativa você ter uma alíquota de 50% para um país que é um grande comprador seu. Você tem uma balança comercial superavitária e, de janeiro a junho, a nossa exportação para os Estados Unidos cresceu 4,8%. A dos Estados Unidos para nós cresceu quase 12%. Então queremos uma redução tarifária para todos, para evitar que isso seja implementado”, afirmou.

Ele classificou a tarifa imposta pelos EUA como “totalmente injustificável” e lembrou que oito produtos exportados ao país norte americano não pagam imposto de importação do Brasil.

 

Alckmin destacou que o governo brasileiro está empenhado em evitar a aplicação dessas tarifas e garantir negociações que promovam o equilíbrio comercial bilateral. Ele também reforçou o papel diplomático nas negociações.

O vice-presidente ainda citou o plano de contingência, elaborado pela equipe econômica em conjunto com outros ministérios envolvidos (Itamaraty, Indústria e Comércio e Casa Civil) e que espera aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como forma de resposta às tarifas.

“O plano de contingência está sendo bem trabalhado. Ele só deve ser discutido se se consumar a questão dos 50%. Nós não vamos esmorecer. Vamos trabalhar permanentemente para evitar que isso ocorra”, pontuou.

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