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Trump ameaça impedir Exxon de investir na Venezuela após fala de CEO

Presidente-executivo da Exxon, Darren Woods, disse a Trump que a Venezuela precisaria mudar suas leis antes de se tornar uma oportunidade atrativa de investimento

Por Jarrett Renshaw, da Reuters
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse no domingo (11) que poderia impedir ⁠a Exxon Mobil de investir na Venezuela, ‍depois que o presidente-executivo da companhia chamou o país de "não investível" durante uma reunião na Casa Branca na semana passada.

O presidente-executivo da Exxon, Darren Woods, disse a Trump que a Venezuela precisaria mudar suas leis antes de se tornar uma oportunidade atrativa de investimento, durante uma reunião de alto nível na sexta-feira com pelo menos 17 ​outros executivos do setor de ⁠petróleo.

Trump pediu ao grupo que gastasse US$ 100 bilhões para revitalizar a indústria ‌petrolífera da Venezuela em uma reunião realizada menos de uma semana depois que as forças dos EUA capturaram e removeram ⁠o presidente venezuelano Nicolás Maduro do poder em um ataque noturno ‌descarado.

Os ‍comentários céticos de Woods rapidamente se tornaram a manchete dominante, minando as esperanças ‍da Casa Branca de criar um impulso a partir de seu envolvimento com os executivos de petróleo mais proeminentes do mundo.

"Não gostei da resposta da Exxon", disse Trump aos repórteres ⁠no Air Force One, quando voltava para Washington no domingo. "Provavelmente estarei inclinado a manter a Exxon fora. Não gostei da resposta deles. Eles estão se fazendo de engraçadinhos demais."

A Exxon não respondeu ‌imediatamente a um pedido de comentário.

Exxon e ConocoPhillips sinalizam cautela sobre Venezuela

A Exxon, a ConocoPhillips e a Chevron, os três maiores produtores de petróleo ⁠dos EUA, foram durante décadas os parceiros mais importantes da empresa estatal de petróleo da Venezuela, a PDVSA.

O governo do falecido presidente Hugo Chávez nacionalizou o setor entre 2004 e 2007 e, embora a Chevron tenha negociado acordos de parceria com a PDVSA, a ConocoPhillips e a Exxon deixaram o país e entraram com processos de arbitragem importantes logo em seguida.

"Nossos bens foram confiscados duas vezes e, ⁠portanto, você pode imaginar que para voltar a entrar uma terceira vez seriam necessárias algumas mudanças bastante significativas em relação ao que historicamente vimos aqui", disse Woods a ⁠Trump na sexta-feira.

Woods disse que a Exxon precisava que fossem introduzidas proteções duradouras aos investimentos e que a lei de hidrocarbonetos do país também precisava ser reformada.

"Se olharmos para as estruturas legais e comerciais em vigor na Venezuela hoje, não é possível investir", disse ele.

 

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