Trump fala em Davos um dia após completar 1º ano do mandato na Casa Branca

Elite da economia global quer saber se o americano dobrará aposta no protecionismo ou se fará aceno ao Fórum que defende multilateralismo

Fernando Nakagawa, da CNN Brasil, em Davos
Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça
Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça  • World Economic Forum/Jason Alden
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A grande atração do Fórum Econômico Mundial de 2026 será Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos subirá ao principal palco de Davos um dia após completar o primeiro ano de governo.

A expectativa é brutal: a elite global aguarda para saber se o presidente norte-americano usará o microfone para dobrar a aposta no protecionismo e na guerra comercial, ou se oferecerá algum ramo de oliveira aos parceiros comerciais e ao Fórum que tem como grande bandeira o multilateralismo.

Trump fala em Davos na quarta-feira (21) às 10h30 no horário de Brasília. Em 2025, o então recém-empossado presidente dos EUA falou remotamente de Washington.

A quarta tem, ainda, outro popstar da direita global. Logo após Trump, Javier Milei assume o palco às 11h45 no horário de Brasília.
No mundo cada vez mais bipolar ou multipolar, outros líderes falarão em dias diferentes em Davos.

Na terça (20), a Europa abre os trabalhos com um painel especial de Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. Em seguida, também o vice-premiê chinês, He Lifeng, em outro painel especial. Haverá, ainda, participação de Emmanuel Macron, presidente da França, e de Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá.

A agenda do Fórum prevê, ainda a participação de António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas; Friedrich Merz, chanceler da Alemanha; Pedro Sánchez, primeiro-ministro da Espanha; Abdel Fattah El-Sisi, presidente do Egito, e Prabowo Subianto, presidente da Indonésia.

Lagarde e Yo-Yo Ma

Entre as autoridades, haverá, ainda, um curioso painel com Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, com Yo-Yo Ma, um dos melhores violoncelistas da história e que tem origem chinesa, nasceu na França e fez carreira nos EUA.

Segundo o Fórum, será “uma noite especial de música e diálogo, um convite para imaginar novas formas de viver em equilíbrio uns com os outros e com o planeta”.

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