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UE aprova possíveis contratarifas sobre 93 bi de euros em produtos dos EUA

Comissão Europeia havia dito que seu foco principal era alcançar um acordo com os EUA e prosseguiria paralelamente com os planos para possíveis contramedidas

Reuters
Bandeiras da União Europeia na sede da Comissão Europeia em Bruxelas
Bandeiras da União Europeia na sede da Comissão Europeia em Bruxelas  • 18/03/2025 - REUTERS/Yves Herman
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Os países membros da UE (União Europeia) votaram nesta quinta-feira (24) para aprovar contratarifas sobre 93 bilhões de euros em produtos norte-americanos, que poderão ser impostas caso o bloco não consiga chegar a um acordo comercial com os Estados Unidos, disseram diplomatas da UE.

A Comissão Europeia, órgão executivo do bloco de 27 países, havia dito na quarta-feira (23) que seu foco principal era alcançar um resultado negociado com Washington para evitar as tarifas de 30% que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que aplicará em 1º de agosto.

A Comissão afirmou que prosseguiria paralelamente com os planos para possíveis contramedidas, fundindo dois pacotes de tarifas propostas de 21 bilhões de euros e 72 bilhões de euros em uma única lista e submetendo-a à aprovação dos membros da UE.

Nenhuma contramedida entrará em vigor até 7 de agosto. Até o momento, a UE não impôs nenhuma contramedida apesar dos repetidos anúncios de tarifas feitos por Trump, sendo que as mais amplas foram adiadas.

Os membros da UE autorizaram o primeiro pacote de contramedidas em abril, mas elas foram imediatamente suspensas para dar tempo às negociações.

A UE e os Estados Unidos parecem estar se encaminhando para um possível acordo comercial, de acordo com diplomatas da UE, o que resultaria em uma tarifa ampla de 15% sobre os produtos da UE importados para os EUA, espelhando um acordo que Washington firmou com o Japão. Trump ainda precisaria tomar uma decisão final.

De acordo com as linhas gerais do possível acordo, a alíquota de 15% poderia ser aplicada a setores que incluem automóveis e produtos farmacêuticos e não seria somada às tarifas norte-americanas de longa data, que são, em média, de pouco menos de 5%.

Também poderia haver concessões para setores como aeronaves, madeira e alguns medicamentos e produtos agrícolas, que não sofreriam tarifas, segundo diplomatas.

Entretanto, Washington não parece disposto a reduzir sua tarifa de 50% sobre o aço.

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