UE busca medidas para aliviar aumento da energia por conta da guerra

Um quinto dos suprimentos globais de petróleo e gás natural liquefeito passa, em condições normais, pelo Estreito de Ormuz, que está parcialmente fechado por conta do conflito no Oriente Médio

Reuters
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Os líderes da União Europeia pediram na quinta-feira (19) medidas temporárias para atenuar o impacto do aumento dos preços da energia causado pela guerra no Oriente Médio, com cortes nos impostos sobre a eletricidade, taxas de rede mais baixas e apoio estatal apresentados como possíveis soluções de curto prazo.

A forte dependência da Europa em relação às importações de energia a deixou exposta a uma espiral de preços desde que o Estreito de Ormuz foi parcialmente fechado e Teerã começou a atacar infraestruturas de energia no Oriente Médio.

Um quinto dos suprimentos globais de petróleo e gás natural liquefeito passa, em condições normais, pelo Estreito.

O preço do petróleo Brent subiu novamente na quinta-feira (19), depois que o Irã atacou instalações de energia no Catar e na Arábia Saudita, e os preços do gás na Europa dobraram de nível quando a guerra entre EUA e Israel contra o Irã começou em 28 de fevereiro.

Em longo prazo, a Europa está apostando na substituição dos combustíveis fósseis pela produção local de energia com baixo teor de carbono para acabar com a exposição do bloco à volatilidade dos preços do petróleo e do gás.

Em conclusões divulgadas no final de uma cúpula em Bruxelas, os líderes da UE disseram que a Comissão Europeia deveria trabalhar em estreita colaboração com eles em medidas temporárias e direcionadas para atenuar o impacto dos aumentos dos preços dos combustíveis importados e da eletricidade.

Alguns países da UE duvidam que o bloco, cujos 27 Estados-membros têm combinações de energia e impostos sobre energia muito diferentes, possa compensar um aumento de preço causado pela interrupção dos mercados globais.

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