Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    “Um fusca hoje custaria R$ 80 mil”, diz presidente da Anfavea à CNN

    O CNN Entrevistas com o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Márcio de Lima Leite, vai ao ar neste sábado, às 18h30, na CNN Brasil

    Fuscas sendo produzidos nos anos 60
    Fuscas sendo produzidos nos anos 60 Volkswagen/Divulgação

    Débora OliveiraThais Herédiada CNN

    Alvo de críticas do presidente Lula no ano passado, os preços dos veículos populares há muito tempo já não são mais tão populares assim. Um programa de incentivo do governo até conseguiu reduzir os valores em 2023, mas o efeito foi temporário.

    Hoje, o carro novo mais barato do mercado não é vendido por muito menos que R$ 70 mil, mais do que o dobro do praticado no mercado há poucos anos.

    No CNN Entrevistas deste sábado (20), o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Márcio de Lima Leite, falou sobre a mudança do conceito de carro popular no Brasil.

    “Vamos lembrar um pouco da época do carro popular na época do presidente Itamar Franco (início dos anos 90). O preço do fusca, que é considerado um carro popular da época, corrigido pela inflação, estaria hoje em torno de R$ 80 mil reais, o mesmo carro”, explica Márcio.

    O mercado mudou, isso é um fato. Os carros básicos deixaram de existir, tanto pelas exigências adotadas por segurança e determinadas por lei, como também por exigências dos próprios clientes, o que fez com que as montadoras mudassem suas estratégias.

    Leite lembra que os carros têm mais tecnologia embarcada e isso acaba aumentando o custo de produção. “Hoje, nós temos ABS, air bag, conectividade, tecnologia voltada para emissões com rigores bastante elevados, coisas que nós não tínhamos”, diz.

    Esses são os fatores que explicam a teoria dos aumentos dos custos de produção dos veículos. Mas, outro ponto importante é apontado durante a entrevista pelo presidente da Anfavea, a taxa de juros. Cerca de 70% das vendas do mercado eram financiadas, atualmente essas vendas caíram para 30%. Na visão dele, o crédito está escasso e alto.

    O que pode mudar esse cenário é uma forte redução dos juros, o que o setor aguarda com muito otimismo, segundo Márcio.

    “Além disso, ainda tem a política recente do marco legal das garantias, então isso também vai fazer com que o crédito seja mais acessível para a população e com um custo mais baixo, o que, naturalmente, vai se traduzir em aumento de vendas”, espera Leite.

    Veja a íntegra do CNN Entrevistas com Márcio de Lima Leite: