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    Vendas no varejo do Brasil avançam 1,2% em maio com desempenho de hiper e supermercados, diz IBGE

    Expectativa em pesquisa da Reuters era de baixa de 0,90% na comparação mensal

    Supermercado no Rio de Janeiro
    Supermercado no Rio de Janeiro 06/05/2016. REUTERS/Nacho Doce

    Reuters

    O setor de varejo do Brasil ganhou força em maio com alta inesperada das vendas, renovando o ponto mais alto da série diante da força de supermercados e itens de uso pessoal.

    Em maio as vendas varejistas tiveram avanço de 1,2% na comparação com o mês anterior, de ganho de 0,9% em abril, contra expectativa em pesquisa da Reuters de recuo de 0,9%.

    Os dados informados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, mostraram ainda que, em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve alta de 8,1%, contra estimativa de 4,0%.

    O setor de varejo brasileiro apresentou resultados positivos em todos os meses deste ano, em um ambiente favorável ao consumo com inflação sob controle e mercado de trabalho aquecido, e o ponto mais alto da série foi deslocado de abril para maio.

    “Esse desempenho dos últimos meses está muito focado em hiper e supermercados e artigos farmacêuticos, que também atingiram seus níveis máximos em maio”, afirmou Cristiano Santos, gerente da pesquisa.

    Em maio, cinco das oito atividades pesquisadas tiveram alta das vendas. As principais influências sobre o resultado geral foram os aumentos de 0,7% de hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo e de 1,6% de outros artigos de uso pessoal e doméstico.

    Enquanto os supermercados marcaram o segundo mês seguido de altas, o setor de outros artigos de uso pessoal teve o quinto mês seguido no azul.

    “Em maio, houve, por exemplo, o aumento da concessão de crédito da pessoa física e o crescimento da massa de rendimento e do número de pessoas ocupadas. São fatores que levam a esse resultado global maior do que o registrado em 2023”, disse Santos.

    Vestuário e calçados (2,0%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,2%) e livros, jornais, revistas e papelaria (0,2%) foram os outros setores com resultados negativos.

    Na contramão, móveis e eletrodomésticos (-1,2%), combustíveis e lubrificantes (-2,5%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-8,5%) tiveram queda nas vendas.

    No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças; material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, houve alta de 0,8% na comparação com abril.