Weg e Grupo SBF citam falta de trabalhadores como desafio em áreas techs
Diretores avaliam gargalos nos negócios durante evento Senior Experience 2025

A falta de mão de obra no Brasil afeta diversos setores e é uma das principais queixas no ramo de tecnologia da Weg, além da Construtora Elevação e do Grupo SBF, segundo os representantes das companhias no evento Senior Experience 2025 nesta terça-feira (7), em São Paulo.
Pedro Nascimento, chefe de vendas da Weg, uma das maiores fabricantes de motores elétricos do mundo, explica que a contratação de mão de obra qualificada para atuar no ramo da tecnologia é "uma questão muito séria no Brasil".
"A formação de engenheiros e profissionais de tecnologia é um problema para o crescimento do país, e sem engenheiros na Weg, não conseguimos crescer. Temos mais de 4 mil engenheiros e gastamos muita energia atrás de profissionais", disse Nascimento.
A Construtora Elevação, segundo o diretor comercial André Sardinha, via no mercado uma escassez de mão de obra mais operacional, com baixa qualificação, mas agora enfrenta queda na formação de novos engenheiros, principalmente para empresas em momento de crescimento.
Na SBF, grupo empresarial que controla a loja Centauro e distribui com exclusividade os produtos da Nike no Brasil, "produzir mais com menos" é um desafio em meio ao cenário de escassez de mão de obra visto também nos demais setores.
O grupo busca aprimorar sua amadurecida omnicanalidade – processo de integração dos canais de venda de empresas – enquanto compete com novos players no e-commerce.
Flávio Pereira, diretor-executivo de Supply Chain do grupo, também citou questões clássicas, como juros altos, guerras, flutuação do câmbio, e a mais recente política tarifária dos EUA, exigindo resiliência do setor.
"Estamos muito focados em ter omnicanalidade, criando jornada fluida para o cliente final, garantindo recorrência de compra."


