Wells Fargo não prevê cortes nas taxas de juros pelo Fed em 2026
Instituição citou incertezas em relação à inflação e riscos geopolíticos elevados ligados à guerra no Oriente Médio

O Wells Fargo Investment Institute afirmou nesta segunda-feira (6) que não espera que o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, reduza as taxas de juros em 2026, citando incertezas em relação à inflação e riscos geopolíticos elevados ligados à guerra no Oriente Médio.
O instituto, uma subsidiária do banco Wells Fargo, havia previsto anteriormente dois cortes nas taxas de juros pelo BC norte-americano neste ano.
"Diante de um aumento inflacionário perceptível, mas provavelmente transitório, e da elevada incerteza, acreditamos que o equilíbrio de riscos mudou, incentivando a cautela por parte do Fed", apontaram estrategistas do Wells Fargo.
O Citigroup, por sua vez, adiou a previsão de cortes nas taxas de juros pelo Fed, citando riscos inflacionários persistentes e ganhos de emprego inesperadamente fortes nos EUA. O crescimento do emprego se recuperou em março, com o fim de uma greve de profissionais da saúde e temperaturas mais altas impulsionando a atividade em certos setores.
O Citigroup agora prevê cortes nas taxas de juros totalizando 75 pontos-base em setembro, outubro e dezembro, ao invés de junho, julho e setembro, de acordo com uma nota de 3 de abril.
"Continuamos acreditando que os sinais de enfraquecimento do mercado de trabalho resultarão em cortes no ano. Mas mais tardio do que prevíamos anteriormente", sinalizou o Citigroup.


