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    Magazine Luiza lucra R$ 30,8 mi no primeiro trimestre, queda de 76% sobre 2019

    Na mesma base de comparação, porém, as vendas totais subiram 34%, alcançando R$ 7,7 bilhões, devido aos efeitos da quarentena imposta pela Covid-19

    Pessoas caminhando em frente loja da Magazine Luiza
    Pessoas caminhando em frente loja da Magazine Luiza foto-magazine-luiza-reproducao

    Do CNN Brasil Business*, em São Paulo

    O lucro líquido do Magazine Luiza no primeiro trimestre de 2020 ficou em R$ 30,8 milhões, uma queda de 76,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Na mesma base de comparação, porém, as vendas totais subiram 34%, alcançando R$ 7,7 bilhões no trimestre.

    A explicação para os resultados está no fechamento de todas as lojas físicas da empresa de 20 a 30 de março. Com as vendas acontecendo apenas no e-commerce e marketplace neste período, as margens da empresa diminuem e o resultado final é substancialmente menor.

    A companhia registrou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 132,1 milhões, queda de 15,9% em relação ao primeiro trimestre de 2019. Nas Vendas Mesmas Lojas, houve diminuição de 4,5% e aqui, a empresa faz uma observação em comentário na demonstração de resultados.

    Nas contas do Magazine Luiza, se as lojas físicas não tivessem sido fechadas e seguissem o movimento apresentado antes dos efeitos da pandemia da Covid-19, o crescimento Mesmas Lojas seria de 8%, bem próximo ao registrado no mesmo período do ano anterior, que foi de 8,1%.

    “Estimamos que as lojas físicas deixaram de vender cerca de R$ 500 milhões nos últimos dias de março, o que elevaria o crescimento mesmas lojas de -4,5% para aproximadamente +8% no primeiro trimestre de 2020”, diz o texto.

    A receita líquida do grupo ficou em R$ 5,234 bilhões, ante R$ 4 329 bilhões no mesmo período de 2019, uma alta de 20,9%. Para preservar o caixa da companhia, além da adoção das medidas previstas na MP 936 e a renegociação de aluguéis, a empresa emitiu uma debênture no mês de abril que irá remunerar a taxa do CDI mais 1,5% de juros.

    Essa teria sido uma medida cautelosa do grupo para estar preparado para cenários mais desafiadores do que o previsto, mas também para estar pronto para oportunidades nos meses que se seguem.

    *Com informações do Estadão Conteúdo 

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