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    Posição de observador do Brasil na Opep+ não é contraditória se debater economia verde, diz Marina Silva

    Ministra falou durante a COP28, em Dubai, na sexta-feira (1º); ao lado de Marina, Fernando Haddad defende que indústria do petróleo é "a primeira que tem que investir em descarbonização”

    Ministra Marina Silva
    Ministra Marina Silva Carla Carniel/Reuters (03.nov.22)

    Mathias Broteroda CNN

    São Paulo

    A ministra de Meio Ambiente e Mudança Climática, Marina Silva, afirmou na sexta-feira (1º) que não vê eventual participação do Brasil na Opep+, na condição de observador, como algo contraditório. “Se for para levar o debate da economia verde, da necessidade de descarbonizar o planeta, não”, disse a ministra.

    “É exatamente para levar ao debate que precisa ser enfrentado no âmbito daqueles espaços que são os grandes produtores de combustível fóssil, que é o grande responsável pelo aquecimento do planeta”, afirmou Marina na Conferência do Clima da ONU, em Dubai.

    Uma das principais discussões da COP28 é como garantir a substituição de combustíveis fósseis por energia limpa.

    Veja também: Brasil deve ingressar na Opep+ como observador, diz Prates

    A resposta da ministra vem dois dias após o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ter indicado que o Brasil poderia fazer parte da organização. Durante a abertura de um encontro virtual de integrantes da Opep+, o ministro disse que o Brasil espera se juntar “a esse distinto grupo” e trabalhar com todos os países nos próximos anos.

    Durante a videoconferência, Silveira ainda afirmou que o presidente Lula confirmou a carta brasileira de cooperação da Opep + a partir de janeiro de 2024. O ministro considerou o momento como histórico para o Brasil e a indústria energética.

    A Opep reúne países produtores de petróleo, como Arábia Saudita, Irã e Iraque. Já a Opep+ inclui outras nações parceiras, mas que não são integrantes oficiais do grupo.

    Ao lado de Marina Silva, na COP28, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu que o debate sobre a redução das emissões de gás carbônico seja levado aos produtores de petróleo.

    “Não conheço os termos do convite, penso que o Brasil terá até junho para responder. Mas eu acredito que a indústria do Petróleo é a primeira que tem que investir na descarbonização”, argumentou Haddad.