Ação da Copasa cai 4% após alterar condições de oferta da privatização

Papéis da companhia encerraram o dia entre as maiores as quedas do Ibovespa nesta quarta-feira (27)

Diana Ribeiro, da CNN Brasil
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As ações da Copasa fecharam em queda nesta quarta-feira (27), entre as maiores baixas do Ibovespa, após a companhia alterar as condições de oferta ligada à privatização.

Os papéis da Copasa encerram o dia com recuo de 4,71%, cotados a R$ 50,75 - mais cedo, as ações chegaram a cair mais de 7%.

A Copasa informou nesta quarta-feira, em fato relevante, que vai alterar condições da oferta pública secundária de ações ligada ao processo de privatização da companhia. Na prática, o movimento implica uma nova lâmina da oferta de ações e um cronograma de Oferta atualizado.

O comunicado ocorre no dia em que era esperado a divulgação do nome do acionista de referência escolhido. A disputa, formalizada na última segunda-feira (25) com a apresentação das propostas, estava entre a Aegea Saneamento e a Equatorial Energia.

Segundo o fato relevante, as mudanças decorrem de “fatores supervenientes” identificados no âmbito da operação e não detalhados no documento em questão.

A efetividade das alterações ainda depende de manifestação do Comitê de Coordenação e Governança de Estatais.

Aegea e Equatorial fazem oferta abaixo do piso

A privatização da Copasa entrou em uma nova zona de incerteza após as propostas apresentadas por Aegea Saneamento e Equatorial Energia ficarem abaixo do valor mínimo esperado pelo governo de Minas Gerais, segundo fontes ouvidas pela CNN Brasil sob condição de anonimato.

O movimento está gerando ruído sobre o modelo desenhado pelo Estado para a desestatização da companhia. O preço mínimo definido pelo governo funciona, na prática, como uma referência de “valuation” da empresa em um cenário sem privatização.

A avaliação desconsidera ganhos esperados de eficiência, expansão operacional, melhora de governança e potencial de geração de caixa da Copasa sob controle privado.

A expectativa inicial do mercado era de que a disputa pela companhia mineira atraísse competição entre grandes grupos de infraestrutura.

Segundo interlocutores próximos ao processo, caso as ofertas abaixo do piso sejam mantidas, o governo deveria seguir com a venda pulverizada das ações no mercado, sem a definição de um acionista de referência. Nesse modelo, o Estado reduziria sua participação acionária por meio de oferta subsequente de ações, mas sem transferir o comando estratégico da empresa a um investidor âncora.

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