Ações de China e Hong Kong fecham em baixa após espera de menos estímulo
Reunião do Politburo confirmou que "as autoridades estão satisfeitas com a situação atual e não sentem urgência em aumentar o estímulo"

As ações da China e de Hong Kong encerraram em baixa nesta terça-feira (9), uma vez que uma reunião da alta liderança chinesa levou os investidores a reduzir as expectativas de estímulo no curto prazo, apesar das crescentes tensões comerciais e dos contínuos problemas no setor imobiliário.
No fechamento, o índice de Xangai teve queda de 0,37%, enquanto o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,51%. O índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,29%.
A China vai manter a expansão da demanda doméstica e apoiará a economia em geral com políticas mais proativas em 2026, disse na segunda-feira (8) o Politburo, principal órgão decisório do Partido Comunista, segundo a mídia estatal Xinhua.
Analistas afirmam que a mudança mais notável é que os principais líderes mencionaram "ajuste intercíclico" pela primeira vez desde 2023, em comparação com o "ajuste contracíclico extraordinário" do ano passado.
A reunião do Politburo "confirma que as autoridades estão satisfeitas com a situação atual e não sentem urgência em aumentar o estímulo", disse Larry Hu, economista do Macquarie, em um relatório.
"Eles não sentem necessidade de mudar depois de um 2025 melhor do que o esperado", quando as exportações foram resilientes apesar da guerra comercial.


