Ações europeias registram perda semanal pressionadas por bancos

Papéis do setor financeiro britânico fecharam em queda após possível tributação do governo britânico

Reuters
Compartilhar matéria

As ações europeias fecharam em baixa nesta sexta-feira (29), atingindo seu nível mais baixo em mais de duas semanas, pressionadas por papéis de bancos britânicos, enquanto investidores avaliaram dados econômicos dos Estados Unidos e da zona do euro.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 0,64%, a 550,14 pontos, registrando sua primeira perda semanal em quatro semanas, com questões sobre a independência do Federal Reserve e a incerteza política na França pesando sobre o índice. Entretanto, ele subiu pelo segundo mês consecutivo.

O NatWest recuou 4,8%, enquanto o Barclays e o Lloyds caíram 2,2% e 3,4%, respectivamente, depois que um think tank recomendou que o governo britânico tributasse os bancos sobre os bilhões de libras que eles recebem em juros do Banco da Inglaterra sobre as reservas que mantêm no banco central.

O índice de bancos cedeu 0,9% e registrou sua sexta sessão de quedas, sua mais longa sequência de perdas desde outubro de 2023.

A independência do Fed entrou em foco quando o presidente norte-americano, Donald Trump, intensificou sua campanha para exercer mais influência sobre a política monetária do banco central, incluindo sua tentativa de demitir a diretora Lisa Cook.

Ela entrou com uma ação na quinta-feira (28) dizendo que Trump não tem poder para destituí-la do cargo.

Enquanto isso, dados mostraram que o índice PCE dos EUA subiu 2,6% em julho em uma base anual, conforme estimado, o que indica um leve impacto das tarifas sobre a inflação.

No entanto, não se espera que isso impeça o Fed de cortar os juros no próximo mês, tendo como pano de fundo o abrandamento das condições do mercado de trabalho.

"O cenário base continua sendo o de que eles (o Fed) cortarão a taxa de juros em setembro, mas a leitura mais alta da inflação coloca uma semente de dúvida nisso", disse Kiran Ganesh, estrategista de múltiplos ativos do UBS Global Wealth Management.

A inflação alemã acelerou mais do que o esperado em agosto, enquanto o desemprego chegou a 3 milhões pela primeira vez em uma década. Os preços ao consumidor na França subiram um pouco menos do que o previsto em agosto.

O setor de tecnologia foi o que registrou as maiores perdas, acompanhando seus pares dos EUA. A ASML caiu 2,7% e a SAP recuou 1,9%. Por outro lado, o setor de defesa subiu 0,4%.

Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,32%, a 9.187,34 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,57%, a 23.902,21 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,76%, a 7.703,90 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,59%, a 42.196,20 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,90%, a 14.935,80 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,55%, a 7.760,08 pontos.

Acompanhe Economia nas Redes Sociais