B3 reúne líderes empresariais para promover filantropia corporativa
Bolsa reuniu lideranças empresariais para destacar investimentos sociais privados no Dia Nacional da Filantropia
A B3 reuniu lideranças empresariais e referências do setor de investimentos sociais privados para "tocarem a campainha" da Bolsa de Valores de São Paulo. A ação foi realizada nesta segunda-feira (20) para celebrar o Dia Nacional da Filantropia, em parceria com a Comunitas e o GIFE (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas).
"Celebrar o Dia Nacional da Filantropia com um Toque de Campainha na B3, ao lado de executivos do setor, é reforçar o papel do investimento social privado na construção de um Brasil mais justo", afirma Fabiana Prianti, head da B3 Social, braço de filantropia da Bolsa.
Os convidados discutiram a filantropia como motor de transformação e desenvolvimento no Brasil. A ideia foi destacar como o investimento social pode complementar o Estado, acelerar soluções e criar estratégias para enfrentar as desigualdades no Brasil.
Para Gilson Finkelsztain, CEO da B3, a filantropia "tem espaço para crescer" no Brasil. Patrícia Loyola, diretora de gestão e investimento social da Comunitas, concorda e diz que os investimentos sociais podem render frutos não só para a comunidade, como para as próprias organizações que investem no setor.
"Vale ressaltar o benefício dessa prática para as próprias organizações. Identificamos em nossa rede diversas oportunidades de geração de valor compartilhado, pois a atuação social das empresas tem potencial de chegar em espaços que o business não alcança, podendo ser uma interface poderosa com comunidades", afirma.
Camila Valverde da Fundação Accelor Mital, ressaltou a importância da filantropia nas organizações.
"O investimento social é fundamental da conduta empresarial responsável. Ele impulsiona o desenvolvimento, ajuda no bem-estar da comunidade que você ajudou e contribui com a redução das desigualdades", destacou a executiva.
Alexandre Thiollier, CEO da BRK, listou pontos de atenção para empresários que estão começando os investimentos sociais em seus negócios.
"Mantenham ideias simples e próximas do coração da empresa e engajem as pessoas. A liderança tem que estar muito envolvida para mostrar que isso faz parte da missão e quando a alta diretoria consegue mandar essa mensagem com força, ela mobiliza", pontou Thiollier.
As perspectivas também são positivas para as doações individuais. Segundo a Pesquisa Doação Brasil 2024, realizada pelo IDIS (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social) em parceria com o Instituto Ipsos, as doações individuais movimentaram R$ 24,3 bilhões no país — o maior volume já registrado desde o início da série histórica.


