Bitcoin cai abaixo dos US$ 100 mil diante de incerteza após fim de shutdown

Acordo na Câmara dos Representantes encerrou impasse, mas trouxe novas incertezas sobre divulgações de dados econômicos represados

Larissa Bernardes, do Estadão Conteúdo
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O bitcoin e as principais criptomoedas operaram em queda nesta quinta-feira (13), refletindo a cautela dos investidores após o fim da paralisação do governo norte-americano.

O acordo na Câmara dos Representantes encerrou o impasse, mas trouxe novas incertezas sobre as divulgações de dados econômicos represados que podem definir os próximos passos da política monetária americana.

Por volta das 16h50 (em Brasília), o bitcoin tinha baixa de 2,50%, a US$ 98.744,50 e o ethereum recuava 5,64%, a US$ 3.199,05, de acordo com a plataforma Coinbase.

Com o fim do shutdown, investidores voltam as atenções ao Federal Reserve, que deve analisar uma série de indicadores adiados durante a paralisação.

Caso os indicadores reforcem a necessidade de manter as taxas de juros elevadas, o setor cripto pode sentir nova pressão. Juros altos reduzem o apelo de ativos de risco em comparação com aplicações tradicionais que oferecem rendimento, como títulos dos Treasuries.

Segundo o índice de medo e ganância do Coin Market Cap, o mercado de criptomoedas segue em terreno de "medo", em meio à reconstrução gradual da confiança.

"Os mercados estão se estabilizando à medida que a liquidez se reconstrói cautelosamente em ativos digitais e tradicionais", afirmou o analista da Nexo, Iliya Kalchev.

"O apetite por risco está retornando, mas de forma moderada", acrescentou, em nota.

Analisando o desempenho individual dos ativos, a analista da Ripio, Ana de Mattos, destaca que o bitcoin recuou após atingir a máxima de US$ 107.500 na última segunda-feira (10).

Segundo ela, o bitcoin sugere uma lateralização entre US$ 107.500 e US$ 100 mil, com próximos alvos de resistência em US$ 112.500 e suportes em US$ 98.800 e US$ 95 mil.

A analista destaca ainda o desempenho da Uniswap, que entre 4 e 10 de novembro registrou valorização de mais de 117%, saindo de US$ 4,73 para máxima de US$ 10,30.

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