Bitcoin opera em alta tímida com tensões EUA-China e expectativa por Fed

Mercado de criptoativos continua tentando se reerguer após recente liquidação, quando Donald Trump ameaçou impor tarifas contra a China

Letícia Araújo*, especial para AE, do Estadão Conteúdo
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O bitcoin opera alta pela segunda sessão consecutiva nesta terça-feira (21), estendendo recuperação de fortes perdas recentes.

Investidores acompanham os desdobramentos das tensões comerciais entre China e Estados Unidos, enquanto aguardam por dados de inflação do país, que podem reforçar expectativas por cortes nos juros.

Por volta das 16 horas (em Brasília), o bitcoin tinha alta de 0,93%, a US$ 112.148,02 e o ethereum subia 1%, a US$ 4.024,11, de acordo com a plataforma Coinbase.

O mercado de criptoativos continua tentando se reerguer após recente liquidação, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou impor tarifas contra a China.

De acordo com análise da Bitfinex, o mercado aguarda "catalisadores" no fim do mês de outubro, como o encontro entre o presidente norte-americano e o líder chinês Xi Jinping para discutir um possível acordo comercial e a próxima reunião do FOMC (Comitê Federal de Mercado Aberto).

Ainda segundo a análise, a pressão vendedora sobre o bitcoin diminuiu, mas a recuperação ainda não é consistente.

Com uma queda de 3,1% na capitalização do mercado, de acordo com o FxPro, analistas da empresa acreditam que uma tendência negativa a curto prazo está começando - e indícios de uma baixa mais prolongada estão se formando.

Além disso, a diminuição nos volumes de negociação apontam que a confiança e demanda pelo bitcoin caiu, aponta a Glassnode à FxPro.

No noticiário cripto, a Coinbase firmou um acordo de cerca de US$ 375 milhões para comprar a Echo, plataforma que permite que empresas captem recursos diretamente no blockchain, de acordo com o Wall Street Journal.

A compra é o oitavo negócio da Coinbase apenas em 2025. Com a notícia, as ações da empresa caíram 1,27%.

*Com informações de Dow Jones Newswires

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