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    Bolsa deve ter “alguns IPOs” em 2024, mas cenário ainda é de cautela, diz presidente da B3

    Executivo afirmou que a operação exige um "mercado mais fluido"

    Fachada da B3, em São Paulo
    Fachada da B3, em São Paulo 06/07/2023 - REUTERS/Amanda Perobelli

    Paula Arend Laierda Reuters

    São Paulo

    O presidente-executivo da B3, Gilson Finkelsztain, afirmou nesta quinta-feira (18) que há mais de 100 empresas se preparando para abrir capital no Brasil, mas disse que vê apenas alguns IPOs em 2024, com o movimento mais robusto no campo de ofertas de subsequentes.

    O executivo estimou durante entrevista a jornalistas que “alguns IPOs vão sair”, mas destacou que esse tipo de operação “exige um mercado mais fluido, um fluxo mais robusto, uma dinâmica mais clara do juro chegando a um dígito e a inflação sob controle”.

    “Estou mais cauteloso com IPOs”, afirmou, não descartando, contudo, uma operação no primeiro semestre ainda, embora espere um movimento moas robusto na segunda metade do ano.

    Após um ciclo robusto em 2020/2021, quando ocorreram 71 ofertas iniciais, incluindo as chamadas ofertas restritas e excluindo as emissões de BDRs de Aura, Nubank e G2D Invest, segundo dados da B3, não houve IPOs na bolsa brasileira em 2022 e 2023.

    Finkelsztain ressaltou que a retomada dos IPOs deve começar em setores mais tradicionais e maduros, para só depois se observar o retorno de empresas medianas. Também destacou que as companhias que devem vir ao mercado serão aquelas que têm crescimento, mas já são lucrativas, ou estão muito perto disso.

    De acordo com o executivo, citando conversas com bancos de investimento, ainda será um ano com mais ofertas subsequentes de ações, possivelmente de empresas que listaram suas ações com menos de cinco anos.

    Em paralelo, ele enxerga um mercado de dívida corporativa ainda atrativo, afirmando que há demanda por crédito privado no Brasil. “Há um cenário bastante positivo para as empresas fazerem suas captações no mercado local” afirmou, ponderando que o desafio é incentivar a liquidez do mercado secundário

    Na visão de Finkelsztain, o mercado brasileiro bem posicionado entre outros emergentes para receber investimentos, dado o cenário de crescimento do país e capacidade de avançar em reformas, assim como ausência de instabilidade política, conflitos e eleição.

    Ele acrescentou que ainda existe incerteza sobre a capacidade de o Ministério da Fazenda cumprir a meta fiscal de déficit zero, mas que não chega a criar “uma instabilidade grande para os mercados um pequeno déficit, desde que não cresça, desde que seja pequeno.”

    O CEO da B3 avaliou positivamente o fluxo de capital externo para a bolsa paulista em 2023, que somou 44,85 bilhões de reais quando excluídas as ofertas de ações. Mas ponderou que se trata de um volume “pequeno perto do que pode vir”.

    Ele disse que vê muitos investidores estrangeiros vindo ao Brasil, conversando com as empresas com muito interesse, mas ponderou que observa um receio deles para investir pesadamente. Para o executivo, esse movimento só ocorrerá quando houver um pouco mais de clareza sobre a política monetária dos Estados Unidos.

    Entre os planos da B3 para 2024, está a implementação no final do ano, entre o terceiro e o quarto trimestres, do horário estendido para a negociação do contrato futuro do Ibovespa e, se a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovar, de um contrato futuro de bitcoin.

    De acordo com Finkelsztain, em uma primeira experiência as negociações começariam às 6h ou 7h e terminariam às 21h ou 22h. Atualmente, o horário regular de negociação dos futuros do Ibovespa começa às 9h e encerra às 18h25.

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