Bolsas da Europa fecham em alta e com recordes

Ganhos de defesa impulsionaram índices e Londres, Frankfurt, Madri e o índice Stoxx 600 renovaram recordes

Isabella Pugliese Vellani, do Estadão Conteúdo
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As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira (6), impulsionadas por ganhos de defesa. As incertezas geopolíticas seguem elevadas após a invasão dos Estados Unidos na Venezuela, ameaças do presidente Donald Trump sobre a Groenlândia e busca para um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia.

Londres, Frankfurt, Madri e o índice Stoxx 600 renovaram recordes.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,18%, a 10.122 pontos, após renovar máxima histórica a 10.158 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,11%, a 24.896 pontos, depois de se aproximar da marca inédita de 25 mil pontos durante a sessão. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,32%, a 8.237 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,53%, a 8.514 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subia 0,19%, a 17.647 pontos, e caminhava para renovar fechamento recorde, às 13h50 (de Brasília), após bater máxima a 17.739 pontos. Exceção, o FTSE MIB caiu 0,2% em Milão, a 45.753 pontos.

As cotações são preliminares.

Na noite de segunda-feira (5), Trump reforçou que os EUA não estão em guerra com a Venezuela, mas sim "com quem vende guerras". Além da Venezuela, o republicano voltou a subir o tom sobre a Groenlândia, território autônomo que pertence à Dinamarca. Em resposta, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, defendeu que uma possível ofensiva americana ao território seria o fim da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Diante do cenário, o subíndice do setor aeroespacial e de defesa (+0,5%) estendeu ganhos da véspera, impulsionando alta de 0,6% do Stoxx 600 - que renovou máxima histórica a 606 pontos e caminhava para nível inédito de fechamento. A italiana Leonardo teve alta de 0,4% e a britânica Rolls-Royce subiu 1,18%.

O mercado também acompanha os desdobramentos da reunião dos líderes da "Coalizão dos Dispostos" para discutir a questão da Ucrânia nesta terça-feira (6). Na ponta macroeconômica, os PMIs de serviços da zona do euro e do Reino Unido frustraram expectativas.

Dentre outros destaques no mercado acionário, o grupo de entregas polonês InPost disparou 27% em Amsterdã, depois de ter recebido uma oferta de aquisição de um comprador não identificado. Já a dinamarquesa Novo Nordisk subiu 5% com o lançamento do medicamento para emagrecimento Wegovy nos EUA.

Ainda, o subíndice de recursos básicos ganhou 1,92%, em meio ao rali de metais básicos e preciosos.

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