Bitcoin sobe 4% com impulso do apetite por risco após cessar-fogo

Moeda digital chegou a atingir US$ 72 mil no dia, nova máxima desde o dia 19 de março, há quase três semanas

Letícia Araújo, especial para a AE, do Estadão Conteúdo
Compartilhar matéria

O bitcoin avançou fortemente nesta quarta-feira (8), em dia de alívio para os ativos mais arriscados. A criptomoeda foi impulsionada pela diminuição nas tensões no Oriente Médio após o acordo de interrupção no conflito e reabertura do Estreito de Ormuz ser confirmado.

Por volta das 16 horas (em Brasília), o bitcoin avançava 3,9%, a US$ 71.085,22 e o ethereum subia 5,4%, a US$ 2.199,22, de acordo com a plataforma Coinbase.

O cessar-fogo "mudou o cenário" para o bitcoin, segundo a Bitfinex. O acordo trouxe um alívio para os ativos de risco, refletindo tanto nas criptomoedas como no mercado de ações. A corretora afirma que, com a trégua, os preços do barril de petróleo caem, assim como as pressões inflacionárias.

"Se os preços da energia continuarem mais baixos, a chance de cortes de juros acontecerem antes do esperado aumentará", explica.

O bitcoin chegou a atingir US$ 72 mil, uma nova máxima desde o dia 19 de março, há quase três semanas. Para o Mercado Bitcoin, a alta se fundamenta não apenas no alívio geopolítico, mas também em movimentações por investidores de longo prazo, que apontam "confiança na valorização futura".

Os investidores acompanharam a publicação da ata do último encontro do Fed (Federal Reserve), divulgada hoje. No documento, os dirigentes destacaram que uma inflação elevada por mais tempo poderia acarretar em um aumento na taxa de juros.

Já a presidente do Federal Reserve de São Francisco, Mary Daly, afirmou em discurso também nesta quarta-feira que é muito cedo para avaliar as consequências para a economia da guerra contra o Irã.

Acompanhe Economia nas Redes Sociais