Bitcoin sobe 15% no 1º semestre, mas desaponta investidores

Criptoativo não acompanha rali de bolsas norte-americanas e desempenho segue abaixo do esperado

Matheus Andrade, especial para a AE*, do Estadão Conteúdo
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O bitcoin operou em leve queda nesta segunda-feira (30), com o ativo não acompanhando a força que vem impulsionando os índices em Nova York a renovar seus níveis recordes.

Neste cenário, investidores aguardam potenciais novos catalisadores que possam voltar a incrementar a demanda pela criptomoeda, algo que pode vir, especialmente, da agenda regulatória norte-americana.

O S&P 500 e o Nasdaq atingiram máximas históricas na sexta-feira (27), mas o Bitcoin parece não estar se beneficiando muito da alta. O token subiu 15% nos primeiros seis meses de 2025 - ganhos sólidos, mas longe dos retornos expressivos que o mercado esperava nos últimos anos.

No dia, o bitcoin caiu 0,17%, a US$ 107.368, e o ethereum avançava 2,48%, a US$ 2.495,99 de acordo com cotações da Binance.

Os investidores se concentravam em ações, em vez de criptomoedas, como seus ativos de risco preferidos. Agora, o bitcoin está cerca de 4% abaixo do recorde atingido no mês passado.

Um dos motivos pode ser o declínio do interesse de investidores de varejo, com a maioria dos movimentos de preço sendo impulsionada por algumas das chamadas baleias maiores, incluindo a empresa de tesouraria de Bitcoin MicroStrategy.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent comentou a agenda legislativa relacionada ao mercado financeiro, destacando que a legislação sobre stablecoins "poderá ser aprovada até meados de julho". Ele afirmou ainda que essa regulamentação "será uma fonte de demanda por títulos do Tesouro dos EUA".

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