Ibovespa fecha em queda pela 5ª sessão seguida com expectativa por juros

Ações da Vale foram as principais pressões negativas em dia de divulgação de balanço da mineradora

Diana Ribeiro, da CNN Brasil*
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O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira (28), pela quinta sessão seguida, com Vale entre as principais pressões negativas em dia de divulgação de balanço da mineradora e de declínio dos preços do minério de ferro na China, enquanto a situação no Oriente Médio continua impondo cautela aos negócios.

Investidores também estão na expectativa dos desfechos das reuniões de política monetária nos Estados Unidos e Brasil, que serão conhecidos na quarta-feira.

O Ibovespa fechou em queda de 0,51%, aos 188.618,69 pontos - o índice agora soma ganho de apenas 0,62% em abril.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro chegou a 187.236,79 na mínima e marcou 189.578,50 pontos na máxima do dia. O volume financeiro do pregão somou R$ 23,95 bilhões.

Já o dólar à vista fechou estável, cotado a R$ 4,9828 na venda.

De acordo com o advisor e sócio da Blue3 Investimentos Willian Queiroz, a bolsa segue influenciada pela tensão geopolítica decorrente do persistente conflito no Oriente Médio, enquanto investidores se preparam para decisões de juros

No momento em que os esforços para acabar com a guerra pareciam estar em um impasse, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta terça-feira que o Irã lhe informou que se encontra em "estado de colapso" e que está definindo sua situação de liderança.

Autoridades norte-americanas haviam indicado que Trump estava insatisfeito com a última proposta do Irã para encerrar a guerra, que buscava resolver o conflito e as disputas sobre transporte marítimo, mas adiar a discussão sobre o programa nuclear do país.

Na pauta doméstica, IPCA-15 subiu 0,89% em abril, após uma alta de 0,44% em março, de acordo com o IBGE. Foi a taxa mensal mais elevada desde fevereiro de 2025 (1,23%), mas ficou abaixo das expectativas em pesquisa da Reuters de aumento de 1%.

A Receita Federal também mostrou que a arrecadação do governo federal teve alta real de 4,99% em março sobre o mesmo mês do ano anterior, somando R$229,249 bilhões. O resultado é o melhor para meses de março da série histórica iniciada em 1995.

*Com informações da Reuters 

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