Ibovespa e dólar fecham em queda com incerteza sobre acordo entre EUA e Irã
Principal índice da bolsa perdeu o patamar de 172 mil pontos no pior momento em mais uma sessão de dúvidas envolvendo as negociações pelo fim da guerra no Oriente Médio
O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira (1º), perdendo o patamar de 172 mil pontos no pior momento, em mais uma sessão de incertezas envolvendo as negociações entre Estados Unidos e Irã.
O Ibovespa encerrou com recuou de 0,91%, aos 172.197,46 pontos.
Já o dólar à vista fechou em baixa de 0,47%, cotado a R$ 5,0217 na venda. No ano, passou a acumular recuo de 8,51% ante o real.
O dólar encerrou em baixa ante o real, ainda que no exterior a moeda norte-americana tenha sustentado ganhos ante boa parte das demais divisas, após o Irã decidir interromper trocas de mensagens com os Estados Unidos através de mediadores.
A semana começou com os preços do petróleo em alta no exterior após Irã e Estados Unidos trocarem ataques e Israel ordenar que as tropas avançassem mais no Líbano em sua batalha contra o grupo militante Hezbollah, que é apoiado por Teerã.
As cotações da commodity ampliaram o avanço após a agência de notícias iraniana Tasnim informar que a equipe de negociação do Irã suspendeu a troca de mensagens com os Estados Unidos por mediadores por causa de ataques no Líbano.
A agência disse que o Irã e a Frente de Resistência, que inclui seus aliados xiitas no Iêmen, Líbano e Iraque, estabeleceram uma agenda para bloquear completamente o Estreito de Ormuz e ativar outras frentes a fim de "punir" Israel e seus apoiadores.
Analistas do BB Investimentos adotaram uma postura mais cautelosa em relação ao desempenho da bolsa brasileira nos próximos meses, citando um ambiente macro mais desafiador e mudança relevante na dinâmica de fluxo de capital estrangeiro.
"Com o agravamento dos conflitos no Oriente Médio, houve pressão adicional sobre os preços de energia e sobre a inflação global, elevando as incertezas em torno da política monetária nas principais economias", afirmaram em relatório a clientes.
"Esse cenário levou à revisão das expectativas de cortes de juros, fortalecimento do dólar e aumento da aversão a risco, impactando diretamente os ativos de mercados emergentes, incluindo o Brasil."
*Com informações da Reuters


