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    Ibovespa fecha em alta de 1,3% com suporte da Vale; dólar recua a R$ 4,95

    Ações da mineradora acompanham valorização do minério; juros dos EUA e arrecadação do governo também seguem no radar

    Por volta das 10:35, o Ibovespa subia 0,52%, a 127.255,88 pontos
    Por volta das 10:35, o Ibovespa subia 0,52%, a 127.255,88 pontos Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

    Da CNN*

    São Paulo

    O Ibovespa fechou no campo positivo e o dólar recuou ante o real nesta terça-feira (23), apoiado pelas ações da Vale (VALE3) e em linha com a alta do minério de ferro no mercado global após a China anunciar medidas para reforçar as atividades.

    Ainda na cena internacional, investidores seguem monitorando as expectativas para corte dos juros nos Estados Unidos ainda no primeiro trimestre enquanto aguardam por dados da inflação que serão publicados na sexta-feira (26).

    Na agenda doméstica, dados mostraram que a arrecadação do governo federal fechou 2023 com uma queda real de 0,12% na comparação com 2022, totalizando R$ 2,318 trilhões, mas, apesar do recuo, o dado do ano é o segundo melhor da série histórica iniciada em 1995, informou a Receita Federal.

    Ocprincipal índice do mercado brasileiro subiu 1,31%, aos 128.262 ponto, após atingir na véspera o patamar mais baixo desde meados de dezembro.

    Já o dólar recuou 0,65%, negociado a R$ 4,955 na venda. A divisa norte-americana chegou a superar a marca psicológica de R$ 5 nas primeiras negociações da manhã, a primeira vez desde 1° de novembro.

    O patamar atraiu a atenção de vendedores, movimento que levou a moeda para baixo ao longo do dia.

    China anuncia medidas para reforçar mercado

    O Ibovespa foi suportado pelas principais ações do mercado, com destaque para as ligadas em commodities, de olho em reforços para a economia da China. Mais cedo, Pequim afirmou que avalia um pacote de US$ 280 bilhões para estabilizar o mercado.

    “Isso está refletindo positivamente, principalmente, nas commodities metálicas, e ajudando as ações do setor aqui na nossa bolsa, entre elas a Vale, que tem um peso relevante no nosso índice”, pontua Andre Fernandes, head de renda variável e sócio da A7 Capital.

    A Vale subiu 2,06%, apoiada na alta dos futuros do minério de ferro na Ásia, onde o contrato mais negociado na Dalian Commodity Exchange encerrou as negociações do dia com elevação de 1,42%.

    Já Petrobras (PETR4) ganhou 1,25%, ignorando a queda de 0,64% do barril tipo Brent, a US$ 79,55.

    As ações do IRB(Re) também chamavam a atenção, disparando mais de 10%, após a resseguradora ter lucro em novembro.

    Também no radar estava a entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao programa Roda Viva, na qual ele afirmou que persegue o objetivo do déficit zero com convicção e que espera uma decisão final sobre o tema da desoneração da folha salarial até a próxima semana, defendendo o fim gradual do benefício.

    Ainda na agenda doméstica, dados mostraram que a arrecadação do governo federal fechou 2023 com uma queda real de 0,12% na comparação com 2022.

    O número de dezembro ajudou a fortalecer o resultado anual ao apresentar uma alta de 5,15% sobre o mesmo mês do ano anterior, a R$ 231,2 bilhões. O dado do último mês do ano veio acima da expectativa indicada em pesquisa da Reuters, que apontava para arrecadação de R$ 227,3 bilhões.

    Juros seguem no radar

    As realocações de expectativas pelos próximos passos do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), seguem mexendo com o humor dos investidores.

    Nesta sexta serão publicados dados dos preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês), o indicador de inflação favorito do Fed.

    Depois de um 2023 amplamente positivo para o real, com queda de mais de 8% do dólar no período, o início do novo ano tem se mostrado difícil para o mercado de câmbio doméstico, em grande parte devido ao surgimento de dúvidas no mercado sobre quando o Fed poderá começar a cortar os juros.

    As expectativas dos operadores de um corte pelo Fed agora estão concentradas em maio, com uma probabilidade de 84% de redução de pelo menos 0,25 ponto percentual, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group.

    Quanto mais baixos os juros nos EUA, menos atraente fica o dólar em comparação com pares emergentes, que apesar de mais arriscados, oferecem rendimentos mais altos.

    *Com informações de Reuters