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    Ibovespa fecha em alta em dia de bolsas fechadas nos EUA; dólar vai a R$ 5,17

    Mercados aguardam por dados na semana com novas pistas para políticas de juros no Brasil e nos EUA

    Na sexta-feira (24), o dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,1682 na venda, em leve alta de 0,29%
    Na sexta-feira (24), o dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,1682 na venda, em leve alta de 0,29% 02/08/2011REUTERS/Yuriko Nakao

    Da CNN*

    São Paulo

    Ibovespa e dólar fecharam em alta moderada nesta segunda-feira (27), com negócios reduzidos pelo fechamento das bolsas em Wall Street devido ao Memorial Day e em dia de agenda esvaziada.

    Na cena local, investidores acompanharam fala do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, apontando que as recentes desancoragens das expectativas da inflação devem melhorar.

    O principal índice do mercado doméstico fechou próximo das máximas do dia, com alta de 0,15%, aos 124.495 pontos, interrompendo a sequência de seis quedas consecutivas até sexta-feira (24).

    O dólar também teve leve variação para cima, encerrando o dia com avanço de 0,07%, negociado a R$ 5,171 na venda.

    Mercado revê inflação para cima

    Em dia de poucas notícias, mercados prestaram mais atenção as falas de Campos Neto em evento em São Paulo apontando para estabilização e melhora da recente alta das expectativas da inflação.

    Campos Neto ressaltou que a percepção de que as expectativas estavam desancoradas foi muito importante para a decisão do BC de reduzir o ritmo do afrouxamento monetário em sua reunião deste mês.

    Entre os fatores que contribuem para a desancoragem, ele citou ruídos relacionados às contas públicas no Brasil, a credibilidade do Banco Central e especulações sobre o compromisso com a meta de inflação.

    As dúvidas sobre quando o Federal Reserve (Fed) começará a reduzir os juros foi outro fator que influenciou as expectativas.

    A fala de Campos Neto ocorre no mesmo dia que o relatório Focus, que concentra a expectativa do mercado para os principais indicadores do país, mostrar nova revisão para cima da inflação neste ano, a terceira semana seguida.

    Agora o mercado projeta o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) em 3,86%, ante 3,8% na semana passada. Para 2025, houve ligeira alta para 3,75%

    A expectativa para a Selic se manteve em 10% ao fim deste ano e 9% em 2025.

    Christian Iarussi, especialista em mercado de capitais e sócio da The Hill Capital, pontua que as falas de Campo Neto trouxeram mais calma aos investidores e ajudaram a aliviar a pressão sobre os juros.

    Petrobras e Vale sobem

    Na cena corporativa, as principais ações do pregão fecharam no campo positivo. As ações da Petrobras subiram antes da primeira coletiva de Magda Chambriard à frente da estatal, marcada para esta segunda, às 18h.

    O nome da executiva foi confirmado pelo conselho de administração da empresa na sexta-feira.

    Os papéis preferenciais (PETR4) subiram 1.09%, enquanto os ordinários (PETR3) ganharam 1,02%, no rastro da valorização do petróleo.

    Também no campo positivo, Vale (VALE3) valorizaram 0,34% a despeito da queda do minério de ferro na China.

    Semana reduzida

    Além do feriado nesta segunda nos EUA, mercados não abrem também na quinta (1º), Dia do Trabalho.

    Apesar disso, investidores aguardam a divulgação de uma série de dados de inflação no Brasil e no exterior, à procura de sinais sobre o futuro da política monetária de bancos centrais ao redor do mundo nos próximos meses.

    Na terça-feira (28), o IBGE publicará os dados de maio do IPCA-15. Enquanto isso, na sexta-feira (2), serão publicados números de preços ao consumidor da zona do euro e também o índice de preços de despesas para consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

    Essa bateria de dados deve receber grande atenção dos mercados globais, que esperam pelo início dos ciclos de afrouxamento monetário do Banco Central Europeu (BCE) e do Federal Reserve.

    *Com Reuters