Japão e EUA confirmam intervenção coordenada para fortalecer iene

Países também não descartam novas ações do tipo; operação conjunta busca conter a queda da divisa japonesa para nova mínima em 40 anos

Por Makiko Yamazaki e Leika Kihara, da Reuters
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O Japão e os Estados Unidos ​realizaram uma intervenção coordenada de compra de ​iene e não hesitarão em tomar novas medidas, informou o Ministério das Finanças do Japão nesta segunda-feira (3), confirmando uma ação bilateral incomum para conter a queda do iene para nova mínima em 40 anos.

A intervenção na sexta-feira (3) ressaltou a determinação de ambos os países em evitar que uma liquidação do ⁠iene e dos títulos do ​governo japonês cause repercussões globais, como aumentar a pressão de ​alta sobre os rendimentos dos Treasuries, que já estavam em alta, afirmaram analistas.

A ⁠intervenção conjunta foi a primeira desde ⁠a ação coordenada de 2011 para enfraquecer o iene após ​o ‌devastador terremoto no leste do Japão.

Dados do banco central indicaram nesta segunda-feira ⁠que o Japão pode ter usado até US$ 36,58 bilhões na compra de ienes durante a intervenção conjunta de sexta-feira.

O presidente Donald Trump afirmou no domingo (2) que os ‌Estados ⁠Unidos estavam ‌ajudando o Japão a sustentar o iene como um sinal de amizade e para ajudar a economia mundial.

Além de ajudar o Japão como aliado estratégico na ⁠Ásia, a intervenção ajudaria os Estados ⁠Unidos a lidar com as preocupações sobre a fraqueza extraordinária do iene, que neutraliza o ‌impulso gerado pelas tarifas de Trump, afirmam analistas.

No comunicado, o Ministério das Finanças do Japão afirmou que a intervenção de compra de ienes realizada na sexta-feira em conjunto com o Departamento do Tesouro dos EUA “contrariou a volatilidade ‌excessiva e os movimentos desordenados do iene nos últimos meses”.

“Não hesitaremos em realizar novas intervenções coordenadas”, disse a ministra das Finanças, Satsuki Katayama, ⁠a repórteres nesta segunda-feira.

Após o anúncio, o iene subiu mais de 1%, para 155,20 por dólar, valor mais alto desde o início de maio e bem ​acima da mínima de 40 anos em torno de 164 atingida no mês ​passado, enquanto os operadores permaneciam em alerta para novas intervenções.

Katayama se recusou a comentar quando questionada por repórteres se as autoridades haviam agido também nesta segunda-feira.

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