Juros futuros registram alta em dia com IPCA e ata do Copom

IBGE informou que, em 12 meses, o índice passou a acumular alta de 4,44%, abaixo do teto da meta

da Reuters
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As taxas dos DIs fecharam a terça-feira (11) em alta, ​com os investidores reagindo aos ​dados de inflação do IPCA, que ficou acima do esperado, e digerindo a ata da última reunião do Copom e números de uma nova pesquisa eleitoral sobre a disputa para a Presidência.

Na ata do Copom, o Banco Central ⁠fez alertas sobre ​eventual disseminação de efeitos indiretos de choques relacionados ​aos preços do petróleo e a efeitos climáticos, o ⁠que demandaria "reação firme" da política ⁠monetária, demonstrando também preocupação com uma inflação ​pressionada ‌pela demanda em meio a medidas de estímulo adotadas ⁠pelo governo.

Pouco depois, o IBGE informou que o IPCA teve variação positiva de 0,07% em julho, contra expectativa em pesquisa ‌da ⁠Reuters de ‌avanço de 0,03%. Em 12 meses, o índice passou a acumular alta de 4,44%, ficando abaixo do teto da ⁠meta.

Já a pesquisa CNT/MDA ⁠mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue à frente ‌na disputa pela presidência da República, com 48% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que soma 39,1%.

No fim da ‌tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,905%, em alta de 8 pontos-base ante ⁠o ajuste de 13,825% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2035 marcava 14,530%, com alta de ​2,4 pontos-base ante o ajuste de 14,506%.

No exterior, às 16h30, ​o rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- tinha variação de -0,26% (queda de 1,2 ponto-base), a 4,691%, ante 4,704% ‌no pregão anterior.

 

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