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    Dólar vai a R$ 5,43 e renova máxima do ano à espera do Copom; Ibovespa sobe com Petrobras e CSN

    Investidores repercutem críticas de Lula a Campos Neto na véspera de decisão dos juros

    Por volta de 15:50, o Ibovespa subia 0,42%, a 119.633 pontos
    Por volta de 15:50, o Ibovespa subia 0,42%, a 119.633 pontos Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

    Reuters

    Ibovespa e dólar encerraram em alta nesta terça-feira (18), sustentado pelo avanço de blue chips, enquanto o mercado segue em ritmo de cautela à espera da decisão dos juros pelo Banco Central (BC).

    Ainda na cena local, investidores repercutiram novas críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmando que ele “trabalha muito mais para prejudicar o país do que para ajudar”.

    O principal índice do mercado doméstico encerrou a sessão com avanço de 0,41%, aos 119.630 pontos, ainda se mantendo no pior patamar desde novembro do ano passado.

    O resultado positivo foi sustentado pelo avanço de 3,13% da Petrobras (PETR4) após divulgar que aderiu a um acordo para encerrar disputa judicial envolvendo dívidas tributárias relacionadas a contratos de afretamento de embarcações, o que terá um impacto de R$ 11,9 bilhões no lucro líquido do segundo trimestre.

    Também no lado positivo, Vale (VALE3) ganhou 0,46% em dia de valorização do minério de ferro, enquanto CSN (CSNA3) liderou o pregão com alta de 9,07% após informação de decisão favorável na Justiça.

    O clima de cautela com os juros deu novo fôlego ao dólar, que encerrou a sessão com alta de 0,22%, cotado em R$ 5,433 na venda, o maior valor desde o início do governo Lula, em janeiro do ano passado.

    Fiscal segue no radar

    No Brasil, os últimos dias foram marcados por forte pressão de alta para o dólar. Por trás do movimento está o mal-estar dos investidores com a área fiscal, em um contexto de dificuldades na relação entre governo e Congresso.

    Em entrevista à rádio CBN na manhã desta terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar a desoneração de setores da economia sem que haja contrapartidas e disse que o governo está fazendo um estudo sério sobre o Orçamento.

    Lula afirmou que “nada está descartado” pelo governo em relação ao ajuste das contas públicas, mas afirmou que a equipe econômica precisa apresentar a necessidade de cortes de despesas.

    Além da questão fiscal, investidores demonstram cautela antes da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, na quarta.

    A curva de juros brasileira precifica de forma majoritária manutenção da taxa básica Selic em 10,5% ao ano, mas o mercado estará atento aos votos do colegiado.

    Na entrevista, Lula também voltou a criticar duramente o presidente do BC e afirmou que o substituto de Campos Neto a ser escolhido por ele até o final deste ano será alguém com respeito pelo cargo e que não se submete às pressões do mercado.

    Cenário exterior

    Além da fala de Lula, a divisa norte-americana perdeu força no exterior, após novos dados econômicos e declarações de membros do Federal Reserve (Fed, na sigla em inglês).

    O Departamento de Comércio informou que as vendas no varejo dos EUA aumentaram 0,1% no mês passado, após uma queda revisada para baixo de 0,2% em abril. Economistas consultados pela Reuters previam que as vendas no varejo aumentariam 0,3% em maio.

    Já o presidente do Fed de Nova York, John Williams, disse que a taxa de juros cairá gradualmente ao longo do tempo nos EUA, mas se recusou a dizer quando isso começará a ocorrer.

    “Espero que a taxa de juros caia gradualmente ao longo dos próximos dois anos, refletindo o fato de que a inflação está voltando à nossa meta de 2% e a economia está se movendo em um caminho muito forte e sustentável”, disse Williams em entrevista ao canal de televisão Fox Business.