Ibovespa e dólar recuam com mercado de olho em negociações no Oriente Médio
Ações da Petrobras estão entre os principais suportes positivos na esteira do avanço do petróleo no exterior, enquanto os papéis da Vale pressionam negativamente o índice nesta segunda-feira (1º)

O Ibovespa opera no negativo nesta segunda-feira (1º), com Petrobras entre os principais suportes positivos na esteira do avanço do petróleo, enquanto Vale pressionava negativamente em dia de fraqueza dos futuros do minério de ferro na China.
Os investidores novamente atentos às movimentações diplomáticas e militares no Oriente Médio, com os desdobramento do acordo entre EUA e Irã.
Por volta das 16h15, o Ibovespa caía 0,89%, aos 172 mil pontos.
No mesmo horário, o dólar à vista recuava 0,43%, cotado a R$ 5,01 na venda.
A semana começou com os preços do petróleo em alta no exterior após Irã e Estados Unidos trocarem ataques e Israel ordenar que as tropas avançassem mais no Líbano em sua batalha contra o grupo militante Hezbollah, que é apoiado por Teerã.
As cotações da commodity ampliaram o avanço após a agência de notícias iraniana Tasnim informar que a equipe de negociação do Irã suspendeu a troca de mensagens com os Estados Unidos por mediadores por causa de ataques no Líbano.
A agência disse que o Irã e a Frente de Resistência, que inclui seus aliados xiitas no Iêmen, Líbano e Iraque, estabeleceram uma agenda para bloquear completamente o Estreito de Ormuz e ativar outras frentes a fim de "punir" Israel e seus apoiadores.
Analistas do BB Investimentos adotaram uma postura mais cautelosa em relação ao desempenho da bolsa brasileira nos próximos meses, citando um ambiente macro mais desafiador e mudança relevante na dinâmica de fluxo de capital estrangeiro.
"Com o agravamento dos conflitos no Oriente Médio, houve pressão adicional sobre os preços de energia e sobre a inflação global, elevando as incertezas em torno da política monetária nas principais economias", afirmaram em relatório a clientes.
"Esse cenário levou à revisão das expectativas de cortes de juros, fortalecimento do dólar e aumento da aversão a risco, impactando diretamente os ativos de mercados emergentes, incluindo o Brasil."
*Com informações da Reuters


