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Ibovespa sobe com dados de inflação e Petrobras; dólar cai a R$ 5,40

IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) recuou 0,11% em agosto, primeira deflação do ano, segundo o IBGE

Da CNN Brasil*
Nota de 100 dólares
Nota de 100 dólares  • 07/02/2011 - REUTERS/Lee Jae-Won
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O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira (10), com as ações de Petrobras e Banco do Brasil entre os principais suportes e Embraer entre as maiores pressões negativas, mesmo após anúncio de encomenda de 100 jatos.

Investidores também repercutiram a primeira deflação registrada pelo IPCA em um ano, embora a queda tenha sido um pouco menor do que economistas previam e a composição trouxe algumas preocupações sobre o cenário à frente, bem como continuaram atentos ao noticiário de Brasília.

O índice de referência do mercado acionário brasileiro avançou 0,52%, a 142.348,70 pontos, após alcançar 143.181,59 na máxima do dia, perto do recorde intradia de 143.408,64 pontos registrado no último dia 5.

Os papéis da Petrobras (PETR4), por sua vez, subiram 1,81%, negociados a R$ 31,51. Banco do Brasil (BBAS3) subiu 3,04%. a R$ 22,05. Embraer (EMBR3) caiu 1,60%, a R$ 80,19.

O dólar, por sua vez, caiu 0,53%, negociado a R$ 5,4071 na venda.

No início da sessão, o IBGE (Instituto Nacional de Geografia e Estatística) informou que o IPCA, o índice oficial de preços, registrou queda de 0,11% em agosto, após a alta de 0,26% em julho.

No acumulado de 12 meses até agosto, o IPCA teve alta de 5,13%. Economistas ouvidos pela Reuters projetavam queda de 0,15% no mês e elevação acumulada de 5,09% em 12 meses.

Os dados do IPCA – cuja abertura ainda mostra pontos sensíveis para o controle da inflação no Brasil – davam suporte às taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) nesta manhã, mas não influenciaram fortemente as cotações do dólar, que se mantinham próximas da estabilidade.

Parte das atenções dos agentes está direcionada à Brasília, onde a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal retomou o julgamento de Bolsonaro.

Assim como em sessões anteriores, o mercado não teme o resultado do processo em si, mas sim novas retaliações dos Estados Unidos contra o Brasil.

No fim de julho, o presidente americano, Donald Trump, definiu uma tarifa de 50% para uma série de produtos brasileiros, usando como justificativa, entre outros motivos, o julgamento de Bolsonaro.

Na terça-feira (9), o dólar à vista fechou em alta de 0,34%, aos R$ 5,4361, em meio à cautela dos investidores sobre os desdobramentos do julgamento.

No exterior, o dólar tinha sinais mistos ante as demais moedas, mantendo-se praticamente estável ante outras divisas fortes.

*Com informações da Reuters

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