Ibovespa fecha em queda com IPCA e balanços no radar; dólar sobe a R$ 4,89

Investidores seguem acompanhando o impasse entre EUA e Irã para encerrar conflito no Oriente Médio

Diana Ribeiro, da CNN Brasil*
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O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira (12), perdendo o patamar dos 180 mil pontos na mínima do dia, em sessão marcada por noticiário corporativo intenso e dados de inflação no Brasil e nos EUA, além de nova alta do preço do petróleo no mercado internacional.

O Ibovespa encerrou o dia com recuo de 0,86%, aos 180.342,33 pontos.

Já o dólar à vista fechou com leve alta de 0,08%, cotado a R$ 4,8949. No ano, a divisa dos EUA passou a acumular baixa de 10,82% ante o real.

O dólar voltou a oscilar em margens estreitas ante o real nesta terça-feira, até fechar perto da estabilidade, ainda que no exterior a moeda norte-americana tenha sustentado ganhos ante boa parte das demais divisas, em meio ao impasse entre Irã e EUA.

As esperanças de um acordo de paz com o Irã diminuíram nesta terça-feira, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na véspera que um cessar-fogo com o Irã "respira por aparelhos", enquanto Teerã rejeitou uma proposta dos EUA para encerrar o conflito e manteve uma lista de exigências que o presidente dos EUA descreveu como "lixo".

Nesse contexto, os preços do petróleo fecharam em alta, com o barril do Brent negociado a US$ 107.

De acordo com o analista de investimentos Gabriel Mollo, da Daycoval Corretora, o mercado global começou a terça-feira novamente sob o peso do risco geopolítico, com o petróleo como principal vetor de precificação dos ativos globais.

"O pano de fundo segue marcado por incerteza no Estreito de Ormuz, bloqueios parciais à navegação e aumento dos custos logísticos e de seguro marítimo", afirmou.

No Brasil, o IPCA desacelerou para 0,67% em abril, apesar dos impactos dos reajustes de medicamentos e de alimentos e combustíveis em meio à guerra no Oriente Médio, mas subiu ainda mais no acumulado em 12 meses, agora em 4,39%.

Na visão da equipe da EQI, o resultado continua indicando pressões inflacionárias mais disseminadas e uma composição ainda persistentemente menos benigna.

"Seguimos avaliando que o processo de convergência da inflação à meta tende a ser mais gradual, exigindo um juro terminal elevado."

*Com informações da Reuters 

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