Ibovespa fecha em leve baixa e interrompe sequência de recordes; dólar sobe
Bolsa interrompeu sequência de 15 altas consecutivas
O Ibovespa recuou nesta quarta-feira (12), mas manteve os 157 mil pontos após renovar recordes na véspera, quando completou 15 sessões seguidas de altas. Analistas digerem nova série de resultados corporativos e monitoram o possível fim da mais longa paralisação do governo dos Estados Unidos.
A bolsa brasileira teve queda de 0,07%, aos 157.632,90 pontos. Na abertura da sessão, o Ibovespa chegou a atingir os 158 mil pontos.
Já o dólar à vista fechou em alta de 0,35% ante o real, cotado a R$ 5,2932.
Em entrevista a CNN Brasil Money, o head de research da Eleven Financial, Fernando Siqueira, afirmou que a instituição tem a expectativa de que a bolsa brasileira possa chegar até os 160 mil pontos ainda neste ano.
"O mais preponderante para a alta do Ibovespa foram fatores internacionais" afirmou Siqueira.
O economista ponderou, no entanto, que fatores internos eram esperados para atuar potencialmente nesse cenário positivo, como a queda na taxa de juros.
"A bolsa brasileria está subindo bem, mas estamos para trás de outros mercados emergentes, como México, Chile e Europa", completou o economista.
No mesmo horário os papéis da Vale demonstravam uma alta de 0,78%, também puxando o índice neste dia.
Nesta quarta, a Câmara dos EUA deve encerrar a mais longa paralisação já registrada do governo americano. Será votado mais tarde o pacote de financiamento provisório para retomar a assistência alimentar interrompida, pagar centenas de milhares de funcionários federais e normalizar o sistema de controle de tráfego aéreo.
Na terça-feira (11), o dólar à vista fechou com baixa de 0,62%, aos R$ 5,2746.
Cenário doméstico
No cenário doméstico, investidores analisavam mais cedo as falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na coletiva sobre o REF (Relatório de Estabilidade Financeira).
O presidente do BC negou que a autoridade monetária tenha dado “qualquer sinal” sobre a próxima decisão do Copom (Comitê de Política Monetária). Na reunião da semana passada, o colegiado decidiu manter a Selic em 15% ao ano, maior patamar desde 2006.
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) também informou que o setor de serviços cresceu 0,6% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal, e avançou 4,1% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
Em pesquisa da Reuters, economistas previam alta de 0,4% frente a setembro e de 3,6% no ano.
*Com informações da Reuters


