Ibovespa fecha em queda sem sinalização sobre acordo entre EUA e Irã
Principal índice da bolsa se afastou de 200 mil pontos com investidores cautelosos sobre o fim da guerra no Oriente Médio

O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira (16), se afastando da marca dos 200 mil pontos, em mais um pregão de ajustes após renovar recordes no começo da semana, mas o movimento foi atenuado pelo desempenho robusto de Petrobras, em meio ao avanço do petróleo e assembleia de acionistas.
Os ativos brasileiros foram pressionados, enquanto os investidores seguem monitorando o noticiário internacional em busca de pistas firmes sobre o futuro da guerra no Oriente Médio.
O Ibovespa fechou em queda de 0,46%, aos 196.818,59 pontos.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro marcou 198.586,57 pontos na máxima e 196.353,98 pontos na mínima do dia. O volume financeiro somou R$ 30,6 bilhões.
Foi a segunda queda seguida, após o Ibovespa renovar suas máximas na terça-feira, quando ultrapassou pela primeira vez o patamar dos 199 mil pontos no melhor momento do pregão.
Já o dólar à vista subiu 0,01%, cotado a R$ 4,9934 na venda.
O dólar iniciou o dia próximo da estabilidade ante o real, mas passou a subir ainda pela manhã com os investidores cautelosos sobre o fim da guerra no Oriente Médio.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira que o Líbano e Israel concordaram com um cessar-fogo de 10 dias e disse que a próxima reunião entre os EUA e o Irã pode ocorrer no fim de semana, referendando expectativas de que a guerra com o Irã pode estar perto do fim.
Fontes ouvidas pela Reuters citaram avanços em "questões delicadas" nas conversas de paz e a possibilidade de o Irã deixar navios navegarem pelo lado de Omã do Estreito de Ormuz, sem risco de ataque. No início da tarde, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo de dez dias.
De acordo com o analista técnico Gilberto Coelho, da XP Investimentos, o Ibovespa está em tendência de alta pelas médias de 21 e 200 dias, mas interrompeu a renovação de máximas históricas na véspera.
"A perda dos 198.000 (se confirmada no fechamento) sugere realizações de curto prazo na direção dos 192.500 ou 187.250", afirmou em relatório a clientes, destacando que o "sinal de alta seria retomado com um fechamento acima dos 199.350 projetando de 202.500 a 212.250" pontos.
*Com informações da Reuters


