Ibovespa fecha estável com pressão de Petrobras; dólar sobe a R$ 5,11
Bolsa brasileira não firma alta, a despeito de avanço da Petrobras em nova elevação do petróleo

O Ibovespa fechou quase estável nesta sexta-feira (17), com Petrobras atenuando a pressão negativa principalmente dos bancos, mas confirmou a primeira perda semanal em um mês.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,04%, a 173.749,89 pontos, acumulando declínio de 2,31% na semana, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 174.504,63 pontos. Na mínima, a 173.285,28 pontos.
No mercado de câmbio, o dólar fechou em alta leve ante o real, acompanhando o viés positivo da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes no exterior, após Estados Unidos e Irã intensificarem ataques no Oriente Médio.
O dólar à vista encerrou o dia no Brasil com alta de 0,25%, aos R$ 5,1109.
A queda das ações de fabricantes de chips também pressionou os mercados globais, com investidores em busca de ativos mais seguros, como o dólar.
Em Wall Street, o S&P 500 recuava, com uma reavaliação por parte dos investidores da alta impulsionada pela inteligência artificial neste ano aprofundando a liquidação no setor de chips, além de uma previsão fraca da Netflix.
O petróleo voltou a subir, após Estados Unidos e Irã intensificarem os ataques em todo o Golfo Pérsico, com o transporte marítimo ameaçado por um possível fechamento do Mar Vermelho, além das restrições ao tráfego pelo Estreito de Ormuz.
De acordo com analistas do Itaú BBA, após um pregão positivo em 10 de julho, o Ibovespa voltou a ficar preso em um intervalo próximo a média móvel exponencial de 200 períodos (indicador usado na análise técnica para ver a tendência de um ativo).
"Voltamos, assim, ao cenário de antes, sem movimentos expressivos no mercado brasileiro e à espera da próxima tendência", afirmaram no relatório Diário do Grafista nesta sexta-feira.
*Com informações da Reuters


