Bolsa perde fôlego, mas volta aos 180 mil pontos com Petrobras; dólar recua
Ações da Natura lideram altas do Ibovespa após resultado operacional acima de expectativas no mercado

O Ibovespa reduziu o fôlego e fechou com alta modesto nesta terça-feira (17), apoiado principalmente no desempenho das ações da Petrobras em mais um dia de avanço do petróleo no exterior, enquanto Natura disparou após resultado operacional acima das expectativas no mercado.
O Ibovespa fechou em alta de 0,30%, aos 180.409,73 pontos.
O principal índice da bolsa atingiu 182.800,30 pontos na máxima do dia. Na mínima, marcou 179.849,79 pontos. O volume financeiro somava R$ 24,68 bilhões antes dos ajustes.
O dólar à vista encerrou o dia em queda de 0,57%, cotado a R$ 5,2005 na venda.
De acordo com analistas do Itaú BBA, o Ibovespa segue indefinido no curto prazo, embora tenha testado a primeira resistência em 181.000 pontos.
"É importante o índice superar os 186.000 pontos para ganhar tração no movimento de recuperação e buscar as resistências em 190.100 e 192.700 pontos", afirmaram no relatório Diário do Grafista publicado nesta terça-feira. "Do lado da baixa, o índice encontra importante região de suporte em 177.600 pontos."
No cenário externo, apesar da nova alta dos preços do petróleo, sem sinais de uma resolução rápida para a guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã, Wall Street tinha uma sessão positiva, com agentes também na expectativa da reunião do Federal Reserve, cujo desfecho será conhecido na quarta-feira.
Enquanto Israel anunciou a morte do chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, as forças iranianas voltaram a atacar aliados dos Estados Unidos no Golfo Pérsico. A Reuters informou ainda que o líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, rejeitou propostas para reduzir as tensões ou para um cessar-fogo com os EUA.
Já o dólar passou a registrar baixas ante o real nesta terça-feira, após iniciar as negociações próximo da estabilidade, acompanhando o enfraquecimento da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes no exterior, ainda que a guerra no Oriente Médio siga em curso, com o petróleo sendo negociado acima dos US$ 100 o barril.
"O real é uma das moedas latinas que melhor tem resistido à turbulência que os mercados emergentes vêm enfrentando nas últimas semanas", disse Matthew Ryan, head de estratégia de mercado da Ebury, em comentário por escrito nesta manhã.
"Como exportador de petróleo, o Brasil deve ser capaz de absorver melhor um eventual aumento da inflação decorrente do conflito no Oriente Médio."
*Com informações da Reuters


