Ibovespa fecha em leve baixa puxado por Vale; dólar cai a R$ 4,99

Cenário externo, desdobramento político brasileiro dados da atividade econômica ocuparam a atenção dos investidores neste pregão

Diana Ribeiro, da CNN Brasil*
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O Ibovespa fechou em queda modesta nesta segunda-feira (18), pressionado principalmente pela Vale, em dia de queda dos contratos futuros do minério de ferro na China, enquanto a Petrobras abandonou o sinal negativo e avançou, com os preços do petróleo retomando a alta no exterior.

Investidores seguiram atentos ao cenário geopolítico e aos desdobramentos políticos no Brasil. A agenda macro também esteve no radar depois da divulgação de números mais fracos do que o esperado sobre a atividade econômica do país em março, ao mesmo tempo que a pesquisa Focus mostrou aumento nas previsões para a Selic no final do ano.

O Ibovespa fechou em baixa de 0,17%, aos 176.975,82 pontos.

Já o dólar à vista fechou em queda de 1,34%, cotado a R$ 4,9987 na venda.

O viés negativo que tem prevalecido na bolsa paulista desde meados de abril, quando o Ibovespa renovou suas marcas históricas e alimentou expectativas de bater a marca inédita de 200 mil pontos. Desde então, acumula um declínio de mais de 11%.

Tal movimento tem como pano de fundo o fluxo negativo de estrangeiros, com maio registrando saída líquida de quase R$ 3,9 bilhões até o dia 14, conforme dados da B3, excluindo ofertas de ações (follow-ons e IPOs). Abril ainda fechou com saldo positivo de quase R$ 3,2 bilhões - mas até o dia 15 eram R$ 14,6 bilhões.

De acordo com a análise gráfica semanal do Ibovespa da equipe do BB Investimentos, a tendência de baixa de curto prazo do Ibovespa se intensificou na última semana.

"Na leitura semanal, a bolsa testou um suporte em torno dos 175 mil pontos, que representa o objetivo imediato mais relevante. Abaixo desse nível, em função do forte desempenho de janeiro, os próximos objetivos de baixa encontram-se abaixo dos 170 mil pontos", afirmaram os analistas em nota a clientes.

No noticiário geopolítico, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar no domingo o Irã com consequências caso seus líderes não ajam rapidamente, a agência de notícias iraniana semi-oficial Tasnim informou que os EUA concordaram em suspender as sanções sobre as exportações de petróleo de Teerã durante o período de negociação.

No exterior, os preços do petróleo fecharam em alta com perspectivas ​de paz no Oriente Médio cada vez mais ​nebulosas após incertezas sobre acordo do Irã enviado aos Estados Unidos e ataque a usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos no fim de semana.

IBC-Br e Focus

O IBC-Br – considerado a prévia do PIB – recuou 0,7% em março de 2026 em relação a fevereiro de 2026, na série com ajuste sazonal. De acordo com o Banco Central, foram registradas variações de -0,2% na agropecuária, -0,2% na indústria e -0,8% em serviços. O IBC-Br excluindo a agropecuária recuou 0,9% no mês.

No trimestre encerrado em março de 2026, o IBC-Br apresentou alta de 1,3% em comparação ao mesmo período de 2025. Nos últimos 12 meses, o indicador avançou 1,8%.

Já o relatório Focus registrou aumento pela 10ª semana seguida para a expectativa de inflação em 2026. O documento elevou a projeção do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) para 4,92%, em uma leve alta de 0,01, p.p. (ponto percentual), em relação à última divulgação.

Além da inflação, a taxa básica de juros (Selic) também sofreu aumento em sua expectativa. Desde a última publicação, a projeção teve um aumento de 0,25 ponto percentual, indo para 13,25% ao ano.

Enquanto isso, o câmbio e o PIB (Produto Interno Bruto) não tiveram aumento nesta divulgação. O crescimento interno do país continuou na estimativa de 1,85%, assim como a moeda seguiu estimada para encerrar 2026 em R$ 5,20.

*Com informações da Reuters

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