Ibovespa fecha em leve alta apoiado por bancos; dólar vai a R$ 5,53
O principal índice da bolsa encerra a semana com recuo de 1,32%, mas acumula alta superior a 30% no ano

O Ibovespa encerrou em alta pelo segundo pregão seguido nesta sexta-feira (19), superando os 159 mil pontos no melhor momento, em desempenho endossado por Wall Street e com as ações de Itaú Unibanco e Bradesco puxando o índice.
O Ibovespa fechou em alta de 0,35%, aos 158.473 pontos.
O principal índice da bolsa marcou 159.551,94 pontos na máxima e 157.906,06 pontos na mínima do dia. Na semana, porém, o Ibovespa registrou queda de 1,32%, deixando o mês com um declínio acumulado de 0,72%. No ano, porém, ainda mostra um avanço de 31,89%.
O volume financeiro somava R$23,35 bilhões nesta sexta-feira, marcada pelo vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista.
Já o dólar encerrou próximo da estabilidade no Brasil, com as cotações influenciadas por um lado pelo avanço da moeda norte-americana no exterior e por outro pelos leilões de divisas do Banco Central, promovidos para irrigar a liquidez.
O dólar à vista fechou o dia em leve alta de 0,11%, aos R$5,5307. Na semana a moeda acumulou alta de 2,18% e no ano baixa de 10,49%.
Congresso aprova Orçamento de 2026
O Congresso Nacional aprovou nesta sexta-feira (19) o Orçamento de 2026, com um superávit de R$ 34,5 bilhões e previsão de R$ 61 bilhões para emendas parlamentares. O texto segue agora para sanção presidencial.
O texto aprovado, de forma simbólica, foi o parecer do relator, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL). Ele propôs uma série de mudanças, inclusive de cortes, ao projeto enviado pelo governo para a LOA (Lei Orçamentária Anual) do próximo ano.
O texto aprovado pelo Congresso promoveu cortes a dois programas sociais do governo Lula (PT). Em relação ao projeto enviado pelo Executivo, o programa Auxílio Gás teve redução em cerca de R$ 300 milhões, enquanto o Pé-de-Meia caiu R$ 436 milhões. Há ainda redução em benefícios previdenciários na casa dos R$ 6,2 bilhões.
Em ano eleitoral, o Orçamento também prevê R$ 4,9 bilhões para o Fundo Eleitoral (Fundo Especial de Financiamento de Campanhas).
Para o ano que vem, a meta fiscal prevê superávit de 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto), ou seja, de R$ 34,3 bilhões. O relator do Orçamento aumentou a previsão de superávit para R$ 34,5 bilhões. Considerando o intervalo de tolerância, a peça orçamentária admite que o resultado primário em 2026 fique entre zero e R$ 68,5 bilhões.
O orçamento foi aprovado na última semana de atividades antes do recesso parlamentar, que começa em 23 de dezembro. Em 2025, a peça orçamentária só foi aprovada em abril, o que impactou a execução dos recursos e desagradou parlamentares.
*Com informações da Reuters


