Ibovespa fecha estável à espera de dados, com GPA em destaque; dólar cai
Ao longo desta semana, agentes financeiros analisarão uma série de dados econômicos, como o IPCA-15 de agosto, relatório de emprego do Caged e, no cenário externo, o PIB dos EUA

O Ibovespa fechou estável nesta segunda-feira (25), enquanto o mercado aguarda dados econômicos (IPCA-15 de agosto, relatório de emprego do Caged e, no cenário externo, o PIB dos EUA) divulgados ao longo da semana.
No pregão, o índice teve leve alta de 0,04%, a 138.025,17 pontos.
Um dos destaques do pregão foram os papéis do Grupo Pão de Açúcar. PCAR3 fechou em alta de 8,98% — cortesia de um comunicado da companhia feito no último domingo (24).
O GPA informou que os acionistas da família Coelho Diniz convocaram uma assembleia extraordinária para eleger um novo conselho de administração. O anúncio fez com que, no começo da manhã, as ações entrassem em leilão.
Os papéis da Petrobras (PETR4), o segundo papel com mais peso no índice de referência brasileiro, também fecharam em alta: 0,59%. O dia foi positivo para ações ligadas a commodities, com contratos futuros do petróleo fechando em alta.
O dólar à vista, por sua vez, fechou em baixa de 0,15%, a R$ 5,4145 na venda.
Na tangente dos assuntos, investidores também seguem atentos a novidades sobre o impasse comercial entre Brasil e Estados Unidos. Na esteira das decisões de Flávio Dino, que pautaram o mercado na última semana, os papéis do Banco do Brasil (BBSA3) e do Itaú Unibanco (ITUB4) desvalorizaram, respectivamente, 2,20% e 0,51%.
Discurso de Powell e juros dos EUA
A moeda brasileira devolvia uma pequena parte do forte ganho obtido na sexta-feira, quando as falas de Powell no simpósio de Jackson Hole, evento promovido pelo Fed, fomentaram as expectativas de que o banco central dos EUA retomará os cortes na taxa de juros a partir de setembro.
Em seu discurso, o chair do Fed reconheceu que os riscos para o mercado de trabalho americano estão crescendo, acrescentando que a perspectiva básica do banco é de que a política monetária será reajustada devido ao seu patamar contracionista.
Powell não indicou quando ou em qual velocidades os juros poderão cair e apontou que os dados a serem divulgados antes da reunião de 16 e 17 de setembro serão fundamentais para determinar a decisão do Fed.
Com o aumento das apostas de redução dos juros por operadores, o que torna ativos dos EUA menos atrativos de forma geral, o dólar recuou 0,99%, a R$ 5,4227, no pregão anterior, o que abria espaço para uma correção de preço nesta segunda-feira.
Dados Econômicos
Ao longo desta semana, os agentes financeiros analisarão uma série de dados econômicos. No Brasil, os destaques serão os números do IPCA-15 de agosto, na terça-feira (26), e o relatório de emprego do Caged, na quinta-feira (28).
Já no cenário externo, os mercados globais avaliarão a segunda estimativa do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA para o segundo trimestre, na quinta, e dados do índice PCE de julho -- o indicador de inflação preferido do Fed --, na sexta-feira.
"O mercado continua especulando sobre a disposição do Fed em cortar juros no mês que vem. O discurso de Powell deixou o caminho em aberto, mas a agenda da semana deve trazer respostas mais objetivas", disse Diego Costa, head de câmbio para o Norte e Nordeste da B&T XP.
O índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,08%, a 97,926.
Cenário doméstico
O mercado doméstico também aguarda novidades sobre o impasse comercial entre Brasil e EUA, à medida que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua tentando negociar a tarifa de 50% imposta por Washington sobre produtos brasileiros.
A percepção dos agentes segue sendo de que as relações bilaterais foram agravadas depois da decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), que, na prática, impede que o ministro Alexandre de Moraes sofra as consequências das sanções econômicas impostas pelos EUA.
*Com informações da Reuters


