Em semana curta, Ibovespa retoma 160 mil pontos; dólar sobe a R$ 5,54

Investidores voltavam atenções para noticiário político após ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) confirmar apoio à candidatura de Flávio à Presidência em 2026

Da CNN Brasil*
Compartilhar matéria

O Ibovespa encerrou o pregão de sexta-feira (26) em alta, em uma sessão de liquidez reduzida com a ressaca do feriado de Natal, fazendo os investidores voltarem suas atenções para o noticiário político doméstico após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) confirmar seu filho mais velho, o senador Flávio (PL-RJ), como seu indicado para pré-candidato à Presidência nas eleições de 2026.

Referência do mercado acionário brasileiro, o índice encerrou o dia em alta de 0,27%, a 160.896,64 pontos. O Ibovespa tocou 159.358,93 na mínima e 160.913,32 na máxima do dia. A sessão registrou 2.628.585 negócios e fluxo financeiro de R$ 14.986.899.418.

Após fechar a última sexta-feira (19) em 158 mil pontos, o Ibovespa encerrou a semana em alta de 1,5%.

Enquanto isso, o dólar fechou em alta de 0,25%, a R$ 5,5451 na venda. Na semana, a alta foi de 0,26%.

No início da sessão, o dólar exibiu ganhos firmes após Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado, ter confirmado na véspera apoio ao seu filho Flávio na eleição presidencial de 2026.

A visão entre os agentes é de que a candidatura de Flávio reduz as chances de o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), entrar na disputa pelo Planalto. Tarcísio é o nome preferido na Faria Lima e visto como mais viável que Flávio em uma eventual disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o estrategista da RB Investimentos, Gustavo Cruz, o mercado entende que Flávio Bolsonaro é competitivo para ir para o segundo turno, mas "tem suas dúvidas sobre a possibilidade dele vencer um segundo turno".

Em função disso, o dólar voltou a subir ante o real nesta sessão de sexta-feira, na qual participantes do mercado também seguem se movimentando para envio de recursos ao exterior.

Mais cedo, o BC informou que as concessões de crédito no Brasil recuaram 6,6% em novembro na comparação com o mês anterior. O estoque total de crédito aumentou 0,9% no período, para R$ 6,972 trilhões.

Além disso, a autarquia vendeu a oferta total de US$ 2 bilhões em dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) simultâneos. No leilão de linha A, o BC vendeu US$ 1,5 bilhão, com recompra programada para 3 de fevereiro. No leilão B, o montante foi de US$ 500 milhões, para 5 de maio de 2026. Nos dois casos a liquidação da venda será em 30 de dezembro próximo.

Os leilões buscam atender à maior demanda por moeda neste fim de ano, quando empresas tradicionalmente enviam recursos ao exterior para pagamento de dividendos.

Este ano, especificamente, os envios estão sendo potencializados por multinacionais que buscam se antecipar ao fim, em janeiro de 2026, da isenção de imposto de renda sobre as remessas ao exterior, que passarão a ser taxadas em 10%, e ao início da cobrança de 10% sobre valores recebidos acima de R$ 50 mil por mês em dividendos.

Após os leilões, às 12h13, o dólar à vista marcou a cotação mínima de R$ 5,5204 (-0,2%), para depois voltar a registrar ganhos leves.

Enquanto isso, no exterior, os mercados em Hong Kong, Austrália e na maior parte da Europa permanecem fechados nesta sexta-feira por conta do Natal.

"Como a gente tem uma liquidez reduzida, qualquer tema pode modificar [os preços]", disse Cruz.

*Com informações da Reuters

Acompanhe Economia nas Redes Sociais